8 setembro 2016
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1917017_1062704357114022_2795866800621555362_nLembro exatamente da sensação, quando me despedi da minha mãe e irmã, e entrei na sala de embarque para espera a hora do meu voo. Não era medo, por incrível que pareça, nunca fui medrosa. Sempre acredito que tudo vai dar certo. É um tipo de otimismo maluco que tenho sobre a vida. E também se acontecesse qualquer problema, pegaria um voo de volta para casa. Mas era uma sensação nova, estranha. Era eu com minha própria companhia por quarenta dias. Não conhecia ninguém no país de destino, aliás, não conhecia quase nada sobre o lugar escolhido. Foi um momento de insanidade, comprar uma passagem com apenas 15 dias de antecedência. Por outro lado, nunca fui uma pessoa planejada. Apenas vivo. Não sabia muito o que esperar e nem criei muitas expectativas, apenas fui. Ao entrar naquele avião , a sensação era um misto de curiosidade, ansiedade e liberdade. Minha vida sempre teve gente demais, nunca fui sozinha. Confesso que até tinha até certo medo da solidão. Mas naquele momento de fuga, sim fuga, minha primeira viagem sozinha foi para fugir. Precisava de ar, precisava respirar novos ares, precisava caminhar sozinha e aprender a me virar.

Cheguei de madrugada em Medellín, meu primeiro destino, a rua do meu hostel era animada, bares e pessoas se divertindo. Entrei em um quarto cheio de mulheres desconhecidas já adormecidas. Não quis fazer barulho, apenas tirei o tênis e adormeci da mesma forma que cheguei. Acordei, olhei em volta e era um quarto simpático, pessoas que nunca vi na vida ainda dormiam em camas ao meu lado. Na hora o pensamento, “O que vim fazer aqui?”, “Quarenta dias, Raíssa? Você é mesmo maluca”. Ainda perdida nos meus pensamentos, uma menina na cama ao lado para e fica me olhando e começa a falar comigo em um espanhol bem diferente. “Desculpa, eu não te entendo”. Ela abre o sorriso e diz “Você não é daqui?”. Foi a minha primeira amiga na Colômbia. Sim, amiga, depois de um ano ainda nos falamos. Em Bogotá, no meu último destino, ela me recebeu em sua casa. Ela foi o primeiro contato que tive com esse povo tão afetuoso. Neste dia aprendi um pouco sobre cumplicidade feminina. O primeiro ensinamento de muitos dessa viagem.

Viajar sozinha me trouxe tantos aprendizados fundamentais, em pouco mais de um mês aprendi lições para a vida toda. Foram conhecimentos internos e externo. Por isso, ando aconselhando as minhas amigas a fazerem o mesmo. É uma verdadeira descoberta pessoal. Descobri que apesar de estar em um lugar aonde não conhecia ninguém, o que me deu a liberdade para fazer muitas coisas, eu sou fiel a minha essência. Sou fiel a quem eu sou. Há quem aproveite a oportunidade para ser outras pessoa, tentar ser outro alguém. Fazer coisas que não fariam no seu cotidiano. Não julgo. Tenho nada contra, são outras formas de si descobrir. Aprendi muito sobre energia, sim, energia. Comecei a acredita mais nisso, você atraí aquilo que emana. E graças a Deus, atraí só gente do bem. Um dos maiores aprendizados foi sobre o mundo e sua imensidão. Foi incrível conhecer tantas realidades diferentes, tantas culturas e pessoas. Cada uma carregando consigo costumes, tradições e histórias fantásticas. Foi libertador saber que no mundo há tantas pessoas interessantes, fazendo coisas interessantes e vivendo de tantas formas. Que o mundo é bem maior que o meu próprio “mundinho”, e que é possível ser o que a gente bem entender.

Entendi que estamos em constante evolução, e que dentro de mim há tantas, que ainda não defini de qual eu gosto mais. O caminho é longo, extenso, e que somente eu sou responsável por essa caminhada. É necessário se perder por aí, errar ruas de uma cidade desconhecida, aprender na marra a chegar aonde se deseja. Escolher o caminho que te deixa mais feliz, como aquele que tinha a vista para o mar. Resumindo: foi a melhor e mais desafiadora experiência da minha vida, até agora.

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Cheguei de madrugada em Medellín, meu primeiro destino, a rua do meu hostel era animada, bares e pessoas se divertindo. Entrei em um quarto cheio de mulheres desconhecidas já adormecidas. Não quis fazer barulho, apenas tirei o tênis e adormeci da mesma forma que cheguei. Acordei, olhei em volta e era um quarto simpático, pessoas que nunca vi na vida ainda dormiam em camas ao meu lado. Na hora o pensamento, “O que vim fazer aqui?”, “Quarenta dias, Raíssa? Você é mesmo maluca”. Ainda perdida nos meus pensamentos, uma menina na cama ao lado para e fica me olhando e começa a falar comigo em um espanhol bem diferente. “Desculpa, eu não te entendo”. Ela abre o sorriso e diz “Você não é daqui?”. Foi a minha primeira amiga na Colômbia. Sim, amiga, depois de um ano ainda nos falamos. Em Bogotá, no meu último destino, ela me recebeu em sua casa. Ela foi o primeiro contato que tive com esse povo tão afetuoso. Neste dia aprendi um pouco sobre cumplicidade feminina. O primeiro ensinamento de muitos dessa viagem.

Viajar sozinha me trouxe tantos aprendizados fundamentais, em pouco mais de um mês aprendi lições para a vida toda. Foram conhecimentos internos e externo. Por isso, ando aconselhando as minhas amigas a fazerem o mesmo. É uma verdadeira descoberta pessoal. Descobri que apesar de estar em um lugar aonde não conhecia ninguém, o que me deu a liberdade para fazer muitas coisas, eu sou fiel a minha essência. Sou fiel a quem eu sou. Há quem aproveite a oportunidade para ser outras pessoa, tentar ser outro alguém. Fazer coisas que não fariam no seu cotidiano. Não julgo. Tenho nada contra, são outras formas de si descobrir. Aprendi muito sobre energia, sim, energia. Comecei a acredita mais nisso, você atraí aquilo que emana. E graças a Deus, atraí só gente do bem. Um dos maiores aprendizados foi sobre o mundo e sua imensidão. Foi incrível conhecer tantas realidades diferentes, tantas culturas e pessoas. Cada uma carregando consigo costumes, tradições e histórias fantásticas. Foi libertador saber que no mundo há tantas pessoas interessantes, fazendo coisas interessantes e vivendo de tantas formas. Que o mundo é bem maior que o meu próprio “mundinho”, e que é possível ser o que a gente bem entender.

Entendi que estamos em constante evolução, e que dentro de mim há tantas, que ainda não defini de qual eu gosto mais. O caminho é longo, extenso, e que somente eu sou responsável por essa caminhada. É necessário se perder por aí, errar ruas de uma cidade desconhecida, aprender na marra a chegar aonde se deseja. Escolher o caminho que te deixa mais feliz, como aquele que tinha a vista para o mar. Resumindo: foi a melhor e mais desafiadora experiência da minha vida, até agora.

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