28 setembro 2016
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Sinceridade é uma atitude linda. O mundo, com toda certeza, precisa de mais pessoas sinceras. Porém, em alguns momentos a sinceridade doí. Doí porque nunca estamos preparados para as verdades nuas e cruas. É aquele papo que “mentiras sinceras me interessam”. E no caso do amor, como interessam viu? Mentimos o tempo todo para nós mesmos. “Não gosto mais, já esqueci”, “Ah não estava tão afim”. É difícil usar a sinceridade contra o nosso próprio ego.  Assumir que ele preferiu a outra, que o sentimento não foi recíproco, doí. Não há nada que nos faça contornar tal situação, apenas aceitar.

Agora imagina com o outro? Sempre soltei minha verdade, muitas vezes, de forma imatura. Para machucar, ofender ou me ver por cima. “Sou sincera, me engula assim”. Hoje, a vida me ensinou a tomar mais cuidado, a usar a delicadeza em certas ocasiões onde a verdade precisa ser dita. Nada de enganar ninguém, mas jogar limpo. Mulheres gostam de serem bajuladas, homens gostam de sumir sem dar explicação.  E, às vezes, uma simples conversa, com a bela e velha dose de sinceridade, resolve muita coisa.

Um dia desses, uma pessoa que já conhecia algum tempo começou a curtir minhas fotos –paquera dos tempos modernos- e um dia me chamou para conversar. Papo agradável e interessante. Era nítido o seu interesse. Podia enrolar naquela conversa, ter alguém afim de você por perto sempre aumenta a autoestima, mas achei melhor ser sincera. Como adulto, ele entendeu. Agradeceu a minha sinceridade. Achei tão estranho a sua frase “obrigada por ser sincera”, deve ser que ela –a sinceridade- realmente esteja em falta nos jogos da conquista.

Outro dia, uma amiga me mandou uma mensagem, falando que estava pressentindo que o cara com que ela estava saindo estava distante. Uma hora depois, ela me manda o print da mensagem dele.  Ele foi direto, sincero e educado.  Tinha se apaixonado por outra. Mas sua mensagem foi tão sincera que não despertou raiva na tal amiga, apenas o entendimento. E ele ganhou o meu respeito. Como o menino que foi tão maduro a respeito da minha sinceridade.  Fiquei pensando por que todo mundo não pode ser assim?

Para quê enrolar, maltratar ou cozinhar alguém em banho maria?

Que sejamos mais sinceros sempre. Mesmo que a verdade machuque.

 

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Sinceridade é uma atitude linda. O mundo, com toda certeza, precisa de mais pessoas sinceras. Porém, em alguns momentos a sinceridade doí. Doí porque nunca estamos preparados para as verdades nuas e cruas. É aquele papo que “mentiras sinceras me interessam”. E no caso do amor, como interessam viu? Mentimos o tempo todo para nós mesmos. “Não gosto mais, já esqueci”, “Ah não estava tão afim”. É difícil usar a sinceridade contra o nosso próprio ego.  Assumir que ele preferiu a outra, que o sentimento não foi recíproco, doí. Não há nada que nos faça contornar tal situação, apenas aceitar.

Agora imagina com o outro? Sempre soltei minha verdade, muitas vezes, de forma imatura. Para machucar, ofender ou me ver por cima. “Sou sincera, me engula assim”. Hoje, a vida me ensinou a tomar mais cuidado, a usar a delicadeza em certas ocasiões onde a verdade precisa ser dita. Nada de enganar ninguém, mas jogar limpo. Mulheres gostam de serem bajuladas, homens gostam de sumir sem dar explicação.  E, às vezes, uma simples conversa, com a bela e velha dose de sinceridade, resolve muita coisa.

Um dia desses, uma pessoa que já conhecia algum tempo começou a curtir minhas fotos –paquera dos tempos modernos- e um dia me chamou para conversar. Papo agradável e interessante. Era nítido o seu interesse. Podia enrolar naquela conversa, ter alguém afim de você por perto sempre aumenta a autoestima, mas achei melhor ser sincera. Como adulto, ele entendeu. Agradeceu a minha sinceridade. Achei tão estranho a sua frase “obrigada por ser sincera”, deve ser que ela –a sinceridade- realmente esteja em falta nos jogos da conquista.

Outro dia, uma amiga me mandou uma mensagem, falando que estava pressentindo que o cara com que ela estava saindo estava distante. Uma hora depois, ela me manda o print da mensagem dele.  Ele foi direto, sincero e educado.  Tinha se apaixonado por outra. Mas sua mensagem foi tão sincera que não despertou raiva na tal amiga, apenas o entendimento. E ele ganhou o meu respeito. Como o menino que foi tão maduro a respeito da minha sinceridade.  Fiquei pensando por que todo mundo não pode ser assim?

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Que sejamos mais sinceros sempre. Mesmo que a verdade machuque.

 

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