10 novembro 2016
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IMG_20151017_125924975Todo mundo já sabe que Medellín é a cidade do famoso Pablo Escobar. A Colômbia ainda é muito associada às drogas e a violência. Quando disse que iria para lá meus pais surtaram, e me questionaram sobre o destino. Aliás, todo mundo me fez essa mesma pergunta. E a resposta é simples, queria muito conhecer Cartagena das Índias devido ao livro de Gabriel Garcia Marques, “O amor no tempo da Cólera”. Fui para Medellín só por conta do voo mais barato e, que sorte a minha, foi a minha cidade preferida no país.

O meu primeiro perrengue foi chegar ao aeroporto de madrugada, para meu azar todas as casas de câmbio estavam fechadas. E eu sem nem um peso para pegar o táxi. O aeroporto fica na cidade de Rio Negro, a uns 50 minutos de Medellín, outra informação que descobri só no dia. Como é um aeroporto pequeno, tudo estava fechado, as luzes apagadas e tudo deserto. Fiquei com medo de ir ao banheiro, afinal, estava na cidade do crime. Conversei com uma guarda, expliquei que precisava trocar meu dinheiro e ela me perguntou se tinha dólares. Disse que não, só reais. E aí ela me vira e fala: Só amanhã!

Putz! Olhei em volta já procurando um canto para dormir. rs Ia ter que passar a noite ali, era a solução. Quando lembrei que tinha 50 dólares, que meu pai, de última hora, me deu. Voltei para a guarda e falei que tinha dólares, ela então chamou outro cara, que me levou para um canto e fez o câmbio comigo. Coração na boca. Disse para esse mesmo cara que precisava de um táxi, naquela hora não tinha mais os credenciados do aeroporto, o moço do câmbio me leva para fora e acena para um cara.

Não estava escrito táxi, o carro era bem velho e o senhorzinho tinha cara de mafioso. hahaha Não podia me fazer de doida e nem tinha para onde fugir. Entrei no carro. Como já disse de Rio Negro a Medellín são 50 minutos, informação que não sabia. Depois de 30 minutos naquele carro tinha certeza que não veria mais meus pais ou amigos, que o mundo acabaria ali para mim. Sim, sou dramática, mas acredito que você também pensaria o mesmo. rs

O mais engraçado foi que passamos por bairros onde na época do Pablo eram bem perigosos, e o senhorzinho tentava ser simpático e começou a me contar a história local.  Só que eu só entendia a parte em que ele dizia “perigoso”. Desesperada eu falava: Não, não quero passar por um lugar perigoso, vamos por outro caminho. E ele tentava me explicar que não era perigoso, que foi perigoso e que hoje não é mais. Só que meu medo não me deixava entender isso. Pânico total.  O espanhol colombiano é bem diferente do espanhol da Argentina, ao qual estou acostumada. Foram 50 minutos de desespero e muitas emoções vividas, que hoje ao lembrar me rendem boas risadas. O final da história é que cheguei bonitinha ao meu hostel, o senhorzinho mafioso ainda me ajudou com a bagagem. Depois de tantas emoções, não abri a mala, dormi do jeito que cheguei. Cansada, feliz e segura.

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IMG_20151017_125924975Todo mundo já sabe que Medellín é a cidade do famoso Pablo Escobar. A Colômbia ainda é muito associada às drogas e a violência. Quando disse que iria para lá meus pais surtaram, e me questionaram sobre o destino. Aliás, todo mundo me fez essa mesma pergunta. E a resposta é simples, queria muito conhecer Cartagena das Índias devido ao livro de Gabriel Garcia Marques, “O amor no tempo da Cólera”. Fui para Medellín só por conta do voo mais barato e, que sorte a minha, foi a minha cidade preferida no país.

O meu primeiro perrengue foi chegar ao aeroporto de madrugada, para meu azar todas as casas de câmbio estavam fechadas. E eu sem nem um peso para pegar o táxi. O aeroporto fica na cidade de Rio Negro, a uns 50 minutos de Medellín, outra informação que descobri só no dia. Como é um aeroporto pequeno, tudo estava fechado, as luzes apagadas e tudo deserto. Fiquei com medo de ir ao banheiro, afinal, estava na cidade do crime. Conversei com uma guarda, expliquei que precisava trocar meu dinheiro e ela me perguntou se tinha dólares. Disse que não, só reais. E aí ela me vira e fala: Só amanhã!

Putz! Olhei em volta já procurando um canto para dormir. rs Ia ter que passar a noite ali, era a solução. Quando lembrei que tinha 50 dólares, que meu pai, de última hora, me deu. Voltei para a guarda e falei que tinha dólares, ela então chamou outro cara, que me levou para um canto e fez o câmbio comigo. Coração na boca. Disse para esse mesmo cara que precisava de um táxi, naquela hora não tinha mais os credenciados do aeroporto, o moço do câmbio me leva para fora e acena para um cara.

Não estava escrito táxi, o carro era bem velho e o senhorzinho tinha cara de mafioso. hahaha Não podia me fazer de doida e nem tinha para onde fugir. Entrei no carro. Como já disse de Rio Negro a Medellín são 50 minutos, informação que não sabia. Depois de 30 minutos naquele carro tinha certeza que não veria mais meus pais ou amigos, que o mundo acabaria ali para mim. Sim, sou dramática, mas acredito que você também pensaria o mesmo. rs

O mais engraçado foi que passamos por bairros onde na época do Pablo eram bem perigosos, e o senhorzinho tentava ser simpático e começou a me contar a história local.  Só que eu só entendia a parte em que ele dizia “perigoso”. Desesperada eu falava: Não, não quero passar por um lugar perigoso, vamos por outro caminho. E ele tentava me explicar que não era perigoso, que foi perigoso e que hoje não é mais. Só que meu medo não me deixava entender isso. Pânico total.  O espanhol colombiano é bem diferente do espanhol da Argentina, ao qual estou acostumada. Foram 50 minutos de desespero e muitas emoções vividas, que hoje ao lembrar me rendem boas risadas. O final da história é que cheguei bonitinha ao meu hostel, o senhorzinho mafioso ainda me ajudou com a bagagem. Depois de tantas emoções, não abri a mala, dormi do jeito que cheguei. Cansada, feliz e segura.

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