30 outubro 2017
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Qualquer roteiro de viagem do mundo é possível ser feitos com os mais diversos orçamentos e das mais diversas formas. De maneira nenhuma neste texto quero julgar o que é certo e o que é errado. Cada viagem é única, mesmo que a paisagem seja a mesma. Posso ir mil vezes para o Rio de Janeiro, sempre será diferente. E esse é um dos pontos incríveis de viajar. Acho tão engraçado quando alguém fala que não gostou de uma cidade que eu amei conhecer. Fico pensando “Como ela não gostou desse lugar?”, mas quando viajamos, não nos tornamos outra pessoa, nós levamos o que carregamos por dentro. E se você não se encanta com uma árvore florida na rua da sua casa, desculpe-me, você também não irá se impressionar com as flores de Amsterdã na primavera. Talvez você nem repare que a cidade holandesa é mais florida do que o normal. Beleza realmente está nos olhos de quem vê.
IMG_20170411_171213812Rio de Janeiro- assistir o pôr do sol com calma sempre terá muito valor para mim.

Pelas mais diversas razões um lugar pode ser incrível ou não. Pode ser que você não esteja nos seus melhores dias, e isso faz parte. Eu, por exemplo, não gostei muito de Berlin. Mas foi devido ao frio, passei muitooo frio na cidade e isso ficou marcado. Pode ser que um dia eu volte no verão e descubra que Berlin é a cidade onde quero morar para sempre. Além do fator clima, há diversos outros fatores que fazem um lugar ser bom ou não. Olha eu já  desfocando do assunto. rs Esse texto surgiu devido a uma conversa com a minha irmã. Ela está quebrando a cabeça para organizar a sua viagem de lua de mel. E o meu conselho foi:

-Não visite tantas cidades em uma viagem, é cansativo. Melhor conhecer muito bem um só lugar. Andar com calma.

– Eu não sou mole como você. Quero conhecer o máximo de lugares, pois não sei quando irei voltar. Além disso, já tenho planejado para onde quero ir nos próximos anos, e os planos não incluem a Europa, então tenho que aproveitar. Ela retrucou.
 
Fiquei matutando as suas palavras, e descobri o quanto somos diferentes, até em relação a viagens. Eu tive que viver a experiência de visitar sete países em 20 dias para entender que essa não é a minha forma de viajar. Apesar de não ter me arrependido, nem por um segundo, da experiência. Mas prefiro mil vezes o estilo de viagem que fiz pela Colômbia, onde passei por 4 cidades em 40 dias. Sim, foi muito tempo em cada lugar, mas sei indicar um café delicioso perto do hostel onde fiquei hospedada, e te falo que o melhor horário para ir lá é ás 18 hs, pois o pão sai do forno quentinho. Sei te contar que no centro de Medellin é onde você encontra as melhores e mais baratas bandejas paisas. Sei te falar que a melhor vista do metrô é a do lado direito, pois vocês consegue avistar os monumentos e as montanhas. Também consigo te informar como você chega ao Parque Arví, que apesar de nada turístico, vale a penas demais passar uma tarde inteira por lá.
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Meu dia de pernas para o ar no Parque Arví, em Medellín (Primeira foto). Meu café preferido no bairro El Poblado! 

Mas esse é o meu ritmo de viagem, e a minha forma de viajar. Talvez seja o ritmo que eu levo a vida também. Desde quando eu viajava só para a praia, eu gostava de perguntar para os ambulantes como era viver ali. Mas minha irmã não é errada em ter sede de conhecer os mais diversos lugares de uma vez só. Ela é prática, tem mais energia (sou meio morta rs) e não tem paciência para conversar com locais. Ela é super planejada e, com certeza, na viagem dela o tempo renderá mais do que na minha.

Há também o viajante que não abre mão da atração turística. Tem que ir. Meus companheiros de Europa fizeram uma lista de lugares, claro, um roteiro é sempre bom, mas eu não sofro por não ter ido ao Louvre em Paris, por mais horrorizada que as pessoas me olhem quando eu digo que não o conheci. Nem na minha cidade eu já fui a todos os lugares “famosos”, porque diabos eu preciso ir quando estou viajando. Mas esse também é o perfil de outro tipo de viajante. Os que precisam dar check list em cada lugar. É errado? Claro que não, são formas de viajar.

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O meu jeito de curtir uma viagem, ter tempo para deitar na areia e observar o mar por um dia inteiro. Sem planos e horários marcados!

Existem também as pessoas que viajam para comprar. E vou te falar, tem muita gente assim. A maioria das pessoas que viajam com a minha mãe (já contei que ela é guia de turismo, né?), adoram uma lojinha. É impressionante. Mas isso é outra forma de aproveitar de um mesmo lugar. É, por isso, que existem até destinos para essa finalidade, como é o caso dos EUA. Primeira coisa que passa na cabeça de quem vai para lá é no que vai comprar. E tá tudo bem.
Não há o certo, cada um sabe o que lhe cai bem, e até neste ponto é preciso respeito. Então é bem difícil falar para a pessoa o que ela deve fazer e como ela deve viajar, por mais que sejamos cheios de dicas e vivência, cada um precisa VIVER a sua própria experiência. Meu único conselho é: Apenas VIVA DA SUA MELHOR MANEIRA qualquer destino novo em que colocar os pés.

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Qualquer roteiro de viagem do mundo é possível ser feitos com os mais diversos orçamentos e das mais diversas formas. De maneira nenhuma neste texto quero julgar o que é certo e o que é errado. Cada viagem é única, mesmo que a paisagem seja a mesma. Posso ir mil vezes para o Rio de Janeiro, sempre será diferente. E esse é um dos pontos incríveis de viajar. Acho tão engraçado quando alguém fala que não gostou de uma cidade que eu amei conhecer. Fico pensando “Como ela não gostou desse lugar?”, mas quando viajamos, não nos tornamos outra pessoa, nós levamos o que carregamos por dentro. E se você não se encanta com uma árvore florida na rua da sua casa, desculpe-me, você também não irá se impressionar com as flores de Amsterdã na primavera. Talvez você nem repare que a cidade holandesa é mais florida do que o normal. Beleza realmente está nos olhos de quem vê.
IMG_20170411_171213812Rio de Janeiro- assistir o pôr do sol com calma sempre terá muito valor para mim.

Pelas mais diversas razões um lugar pode ser incrível ou não. Pode ser que você não esteja nos seus melhores dias, e isso faz parte. Eu, por exemplo, não gostei muito de Berlin. Mas foi devido ao frio, passei muitooo frio na cidade e isso ficou marcado. Pode ser que um dia eu volte no verão e descubra que Berlin é a cidade onde quero morar para sempre. Além do fator clima, há diversos outros fatores que fazem um lugar ser bom ou não. Olha eu já  desfocando do assunto. rs Esse texto surgiu devido a uma conversa com a minha irmã. Ela está quebrando a cabeça para organizar a sua viagem de lua de mel. E o meu conselho foi:

-Não visite tantas cidades em uma viagem, é cansativo. Melhor conhecer muito bem um só lugar. Andar com calma.

– Eu não sou mole como você. Quero conhecer o máximo de lugares, pois não sei quando irei voltar. Além disso, já tenho planejado para onde quero ir nos próximos anos, e os planos não incluem a Europa, então tenho que aproveitar. Ela retrucou.
 
Fiquei matutando as suas palavras, e descobri o quanto somos diferentes, até em relação a viagens. Eu tive que viver a experiência de visitar sete países em 20 dias para entender que essa não é a minha forma de viajar. Apesar de não ter me arrependido, nem por um segundo, da experiência. Mas prefiro mil vezes o estilo de viagem que fiz pela Colômbia, onde passei por 4 cidades em 40 dias. Sim, foi muito tempo em cada lugar, mas sei indicar um café delicioso perto do hostel onde fiquei hospedada, e te falo que o melhor horário para ir lá é ás 18 hs, pois o pão sai do forno quentinho. Sei te contar que no centro de Medellin é onde você encontra as melhores e mais baratas bandejas paisas. Sei te falar que a melhor vista do metrô é a do lado direito, pois vocês consegue avistar os monumentos e as montanhas. Também consigo te informar como você chega ao Parque Arví, que apesar de nada turístico, vale a penas demais passar uma tarde inteira por lá.
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Meu dia de pernas para o ar no Parque Arví, em Medellín (Primeira foto). Meu café preferido no bairro El Poblado! 

Mas esse é o meu ritmo de viagem, e a minha forma de viajar. Talvez seja o ritmo que eu levo a vida também. Desde quando eu viajava só para a praia, eu gostava de perguntar para os ambulantes como era viver ali. Mas minha irmã não é errada em ter sede de conhecer os mais diversos lugares de uma vez só. Ela é prática, tem mais energia (sou meio morta rs) e não tem paciência para conversar com locais. Ela é super planejada e, com certeza, na viagem dela o tempo renderá mais do que na minha.

Há também o viajante que não abre mão da atração turística. Tem que ir. Meus companheiros de Europa fizeram uma lista de lugares, claro, um roteiro é sempre bom, mas eu não sofro por não ter ido ao Louvre em Paris, por mais horrorizada que as pessoas me olhem quando eu digo que não o conheci. Nem na minha cidade eu já fui a todos os lugares “famosos”, porque diabos eu preciso ir quando estou viajando. Mas esse também é o perfil de outro tipo de viajante. Os que precisam dar check list em cada lugar. É errado? Claro que não, são formas de viajar.

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O meu jeito de curtir uma viagem, ter tempo para deitar na areia e observar o mar por um dia inteiro. Sem planos e horários marcados!

Existem também as pessoas que viajam para comprar. E vou te falar, tem muita gente assim. A maioria das pessoas que viajam com a minha mãe (já contei que ela é guia de turismo, né?), adoram uma lojinha. É impressionante. Mas isso é outra forma de aproveitar de um mesmo lugar. É, por isso, que existem até destinos para essa finalidade, como é o caso dos EUA. Primeira coisa que passa na cabeça de quem vai para lá é no que vai comprar. E tá tudo bem.
Não há o certo, cada um sabe o que lhe cai bem, e até neste ponto é preciso respeito. Então é bem difícil falar para a pessoa o que ela deve fazer e como ela deve viajar, por mais que sejamos cheios de dicas e vivência, cada um precisa VIVER a sua própria experiência. Meu único conselho é: Apenas VIVA DA SUA MELHOR MANEIRA qualquer destino novo em que colocar os pés.



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