29 julho 2014
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Imaginem uma pessoa fofa, linda e muito simpática, assim é Fernanda Mello. Já conhecia o seu trabalho há tempos, devido ao fanatismo da minha irmã pelo Jota Quest. Para quem não sabe Fernanda é autora de diversas músicas da banda. Uma das minhas músicas preferidas “O que também não entendo” é dela.   Adoro  suas frases românticas, mas fortes ao mesmo tempo.  Fiquei ansiosa por essa entrevista, tinha tanta coisa para perguntar. É diferente quando vamos entrevistar alguém que já conhecemos e admiramos o trabalho. Marcamos em um café, um lugar super charmoso, onde a conversa rolou solta. Fernanda é animada e ama o que faz.

Para quem quer conhecer mais o blog dela (aqui).

A entrevista foi publicada em Fevereiro de 2014 no Jornal UrBHano. Curte a página lá (aqui).

Todas as fotografias são de autoria de Cinthya Pernes (aqui).

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Entre Letras e Poesia

Fernanda Mello é natural de Belo Horizonte, formada em Publicidade e Propaganda pela PUC Minas, exerceu por pouco tempo a profissão, pois a sua grande paixão sempre foi escrever. Nasceu em uma família que adorava literatura e poesia. Sempre incentivada pelo avô, que comprava para a neta diversos livros e submergia no mundo das palavras. Fernanda ficou conhecida depois que uma carta de amor virou música de sucesso pela banda mineira Jota Quest. Após o lançamento ela tornou-se compositora de diversas bandas, como Tianastácia, Wanessa Camargo, Kadu Vianna, entre outros.  Ao todo, são mais de 30 músicas gravadas, incluindo sucessos como: “Só hoje, “O que eu também não entendo”, “Mais uma vez”.

O blog de Fernanda, Coração na Boca, lugar onde escreve sobre amor e relacionamentos, possui mais de 80 mil seguidores. Suas frases pela internet são compartilhadas e curtidas milhares de vezes.  Em 2009, lançou seu livro de crônicas, “Princesa de Rua”, tendo sua primeira edição esgotada em pouco mais de um ano. Em 2011, Fernanda criou um novo formato para seus textos: as “Crônicas digitais”, tendo cem mil acessos no primeiro mês, com o título “Amar é punk”. Em 2013, lança o seu primeiro livro infantil “O menino que queria abraçar o mundo”, dedicado ao seu avô. Hoje, Fernanda trabalha como jornalista e revisora e se prepara para lançar novos livros.

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1-Como foi a sua infância? Você sempre gostou de escrever?

Na verdade eu sempre gostei muito de escrever, e tudo isso começou no primário. Fiz uma redação para o colégio e ela foi parar em um livrinho, era sobre o país e chamava “Brasil mostra a sua cara”. Eu fiquei super feliz e minha família me incentivou muito. Lá em casa todo mundo sempre leu muito, eu vivia no meio de livros. O meu avô recitava poesias pela casa, sempre tive esse hábito, sempre gostei muito de poesias por causa do meu avô. A minha brincadeira preferida na infância também era colocar as bonecas sentadas e eu ler para elas os livros que meu avô me dava.  Quando formei no colégio, queria escolher uma profissão na qual eu escrevesse e fiquei na dúvida entre publicidade e jornalismo, queria trabalhar com redação. Hoje, penso que deveria ter feito letras, mas acabei me formando em publicidade e trabalhando pouco na área. Porém, sempre trabalhei escrevendo, mas morria de vergonha de mostrar os meus textos para os outros. Pensava que se os outros lessem os meus textos estariam lendo os meus sentimentos. Foi então que surgiram os blogs e as plataformas virtuais. Eu tinha muita coisa escrita em um caderno aqui em outro ali, meus amigos me deram a ideia de colocar tudo em um blog. Seria uma forma de organizar tudo, comecei a fazer, mas não divulgava. Foi quando em 2003 comecei a escrever músicas.

2-Mas como você virou compositora?

Começou com a letra que escrevi para o Jota Quest, que na verdade não era uma letra, era uma carta de amor. Escrevi para dizer o que eu estava sentindo, e quando a música foi gravada, fiquei com muito medo e assustada de todo mundo saber o que eu estava sentindo. Mas quando eu fui ao show e vi o público cantado, foi uma sensação de comunhão com as pessoas, saber que muitas sentem o que estou sentindo. Pensei que não precisava ter vergonha, isso foi o que me ajudou a não ter vergonha de mostrar o meu trabalho. A música “O que eu também não entendo” era uma carta e virou uma canção, as outras já foram planejadas para virar música mesmo. E hoje, já não tenho vergonha, acho uma coisa ótima.
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3-Hoje você também escreve para outros artistas?

Eu continuei escrevendo para o Jota Quest, outras pessoas gostaram das músicas e me pediram para fazer também, até que fui contratada pela BMG Universal do Rio como letrista. Fiz músicas para Wanessa Camargo, versões para Negra Li, para o Tianastácia, Código B, entre outros. É muito louco escrever música, porque eles me mandam a melodia com a métrica e eu tento encaixar as palavras, mas não gosto de fazer assim, me limita muito. Gosto de mandar a letra e eles encaixarem a melodia. É louco, porque você com um pedaço de papel escreve uma letra de música e de repente vira um sucesso. Todo mundo escutando e cantando.

4-De onde surge tanta inspiração?

No começo escrevia muito sobre mim, sobre o que estava sentindo. Mas o que me inspira mesmo é o dia a dia, os momentos de alegria, tristeza, alguma coisa que me marcou muito. Sou muito intensa, queria ser menos viu? Escrever é uma coisa que me equilibra. Um dia escuto um caso de alguém me contando sobre alguma desilusão e a emoção daquela pessoa falando eu pego emprestado para mim e isso vira um texto. Hoje, tem muita coisa que são de outras pessoas e algumas coisas são minhas.
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5-Você escreve muito sobre o amor. Por quê?

É um tema que gosto muito mesmo, falar sobre o amor é muito bom. O amor move todo mundo, às vezes, escrevo uma pequena frase e aquilo gera uma grande repercussão. Outro dia escrevi uma sobre ex-namorado e nunca tive tanta curtida. Nós buscamos tanta coisa na vida, mas o amor está sempre no meio delas. Escrevia antes muito sobre mim, mas isso é um problema. Quando estou namorando não quero expor demais a pessoa que está comigo, vou então escrevendo e depois de alguns meses, quando já passou, eu publico. Já parei de me importar com isso, pois as pessoas interpretam os meus textos como se aquilo estivesse acontecendo comigo no momento. Ás vezes eu estou ótima e as pessoas perguntam se estou triste. Escrever texto de amor faz parte do meu trabalho, mas é muito difícil o leitor separar a pessoa da escritora. Tem coisa que é minha, mas a maioria são sentimentos emprestados.

6-De onde veio a ideia de fazer as “Crônicas Digitais”?

Foi ideia de um amigo, chamado Maurinho Antunes, ele é diretor de cinema e publicidade. Eu estava fazendo o projeto do meu livro para entrar na lei de incentivo, e ele um projeto de cinema. Ele me disse que seria bacana um dia eu colocar uma atriz para interpretar os meus textos, foi quando eu escrevi o “Amar e Punk”. Mostrei para ele e logo me respondeu: vamos gravar?. Só que a gente não tinha uma atriz, e teríamos que pagar um cachê para ela. Foi quando surgiu a ideia de eu mesma interpretar os meus textos, mas como sou muito tímida, ele disse que eu iria desmaiar quando visse a câmera, pois uma câmera intimida mesmo. Marinho me disse então pra gravar e se ficasse ruim a gente esquecia o vídeo. Gravamos a crônica e ele editou, foi muito difícil interpretar, mas quando lançamos na internet ficamos muito assustados pela quantidade de acessos. Uma agência que faz propagandas para passar antes dos filmes no cinema me contratou para gravar uma versão reduzida da crônica para passar antes do Dia dos Namorados de 2011.  Foi passado no Brasil todo. Lógico que a Crônica Digital teve um milhão de criticas, gente falando do meu sotaque, da forma como eu falo, mas ao mesmo tempo teve muitos elogios e um grande retorno. Então decidimos gravar outras crônicas. Agora fizemos um projeto de lei só para as “Crônicas Digitais” e conseguimos que fosse aprovado. No momento estamos correndo atrás de patrocínio. Serão lançadas três crônicas por mês.
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7-Você utiliza muito as redes sociais. Como é o contato com o seu público?

Para quem é independente, não tem editora como eu, a internet é uma ferramenta maravilhosa, apesar de ter um milhão de frases minhas rolando pela internet com créditos para outras pessoas. Mas para divulgar o meu trabalho é muito bom. É a ferramenta que mais utilizo e vejo muito resultado. Quando lancei o “Princesa de Rua”, os meus seguidores do twitter foram os que mais compraram o livro. Tudo foi crescendo muito, antes dava para responder todo mundo, hoje é quase impossível. Fico apavorada de não conseguir responder as pessoas. Por isso, hoje eu tenho duas pessoas que me ajudam a administrar a página no facebook.

8-Por que você resolveu escrever para o público infantil? Me fale um pouco do seu novo livro?

Tem muito tempo que escrevi esse livro, foi no tempo de colégio, logo depois que meu avô faleceu, então escrevi em homenagem a ele. O livro conta a história do menino que queria ser músico, foi a época que estava começando a escrever músicas. Estava convivendo muito neste meio e o menino do livro quer um conselho do avô, ele quer saber como se abraça o mundo. O avô então diz que ele precisava descobrir o seu maior sonho e correr atrás dele. O menino do livro sou muito eu como escritora, só que coloquei em forma de músico, pois foi o meu avô que me incentivou a começar a escrever. Consegui uma editora para esse livro, mas ela queria mudar tudo para ficar comercial. Mas disse que esse livro era muito pessoal e que não poderia ser modificado, tanto que no momento estou escrevendo outro livro para essa editora. “O menino que queria abraçar o mundo” lancei pela lei de incentivo com o patrocínio da Net. É muito bom o retorno que criança te dá, eles participam mesmo, já estou com diversas idéias para esse público.
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9-Quais são os seus planos para o futuro?

Estou lançando “O menino que queria abraçar o mundo”, vou lançar a segunda edição do “Princesa de Rua”, porque todos os livros esgotaram. Para esse semestre estou escrevendo o “Amor é Punk”, que vai falar sobre esse assunto de relacionamento, das mulheres. E estou escrevendo mais um para o público adolescente, que será para a editora. Pretendo lançar um livro de frases também e o próximo infantil será para o final do ano. É muita coisa para um ano só, minha vida hoje é escrever.

E ai gostaram?

Outra entrevista que publiquei no blog foi a do Roberto Vascon (aqui).

 

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Imaginem uma pessoa fofa, linda e muito simpática, assim é Fernanda Mello. Já conhecia o seu trabalho há tempos, devido ao fanatismo da minha irmã pelo Jota Quest. Para quem não sabe Fernanda é autora de diversas músicas da banda. Uma das minhas músicas preferidas “O que também não entendo” é dela.   Adoro  suas frases românticas, mas fortes ao mesmo tempo.  Fiquei ansiosa por essa entrevista, tinha tanta coisa para perguntar. É diferente quando vamos entrevistar alguém que já conhecemos e admiramos o trabalho. Marcamos em um café, um lugar super charmoso, onde a conversa rolou solta. Fernanda é animada e ama o que faz.

Para quem quer conhecer mais o blog dela (aqui).

A entrevista foi publicada em Fevereiro de 2014 no Jornal UrBHano. Curte a página lá (aqui).

Todas as fotografias são de autoria de Cinthya Pernes (aqui).

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Entre Letras e Poesia

Fernanda Mello é natural de Belo Horizonte, formada em Publicidade e Propaganda pela PUC Minas, exerceu por pouco tempo a profissão, pois a sua grande paixão sempre foi escrever. Nasceu em uma família que adorava literatura e poesia. Sempre incentivada pelo avô, que comprava para a neta diversos livros e submergia no mundo das palavras. Fernanda ficou conhecida depois que uma carta de amor virou música de sucesso pela banda mineira Jota Quest. Após o lançamento ela tornou-se compositora de diversas bandas, como Tianastácia, Wanessa Camargo, Kadu Vianna, entre outros.  Ao todo, são mais de 30 músicas gravadas, incluindo sucessos como: “Só hoje, “O que eu também não entendo”, “Mais uma vez”.

O blog de Fernanda, Coração na Boca, lugar onde escreve sobre amor e relacionamentos, possui mais de 80 mil seguidores. Suas frases pela internet são compartilhadas e curtidas milhares de vezes.  Em 2009, lançou seu livro de crônicas, “Princesa de Rua”, tendo sua primeira edição esgotada em pouco mais de um ano. Em 2011, Fernanda criou um novo formato para seus textos: as “Crônicas digitais”, tendo cem mil acessos no primeiro mês, com o título “Amar é punk”. Em 2013, lança o seu primeiro livro infantil “O menino que queria abraçar o mundo”, dedicado ao seu avô. Hoje, Fernanda trabalha como jornalista e revisora e se prepara para lançar novos livros.

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1-Como foi a sua infância? Você sempre gostou de escrever?

Na verdade eu sempre gostei muito de escrever, e tudo isso começou no primário. Fiz uma redação para o colégio e ela foi parar em um livrinho, era sobre o país e chamava “Brasil mostra a sua cara”. Eu fiquei super feliz e minha família me incentivou muito. Lá em casa todo mundo sempre leu muito, eu vivia no meio de livros. O meu avô recitava poesias pela casa, sempre tive esse hábito, sempre gostei muito de poesias por causa do meu avô. A minha brincadeira preferida na infância também era colocar as bonecas sentadas e eu ler para elas os livros que meu avô me dava.  Quando formei no colégio, queria escolher uma profissão na qual eu escrevesse e fiquei na dúvida entre publicidade e jornalismo, queria trabalhar com redação. Hoje, penso que deveria ter feito letras, mas acabei me formando em publicidade e trabalhando pouco na área. Porém, sempre trabalhei escrevendo, mas morria de vergonha de mostrar os meus textos para os outros. Pensava que se os outros lessem os meus textos estariam lendo os meus sentimentos. Foi então que surgiram os blogs e as plataformas virtuais. Eu tinha muita coisa escrita em um caderno aqui em outro ali, meus amigos me deram a ideia de colocar tudo em um blog. Seria uma forma de organizar tudo, comecei a fazer, mas não divulgava. Foi quando em 2003 comecei a escrever músicas.

2-Mas como você virou compositora?

Começou com a letra que escrevi para o Jota Quest, que na verdade não era uma letra, era uma carta de amor. Escrevi para dizer o que eu estava sentindo, e quando a música foi gravada, fiquei com muito medo e assustada de todo mundo saber o que eu estava sentindo. Mas quando eu fui ao show e vi o público cantado, foi uma sensação de comunhão com as pessoas, saber que muitas sentem o que estou sentindo. Pensei que não precisava ter vergonha, isso foi o que me ajudou a não ter vergonha de mostrar o meu trabalho. A música “O que eu também não entendo” era uma carta e virou uma canção, as outras já foram planejadas para virar música mesmo. E hoje, já não tenho vergonha, acho uma coisa ótima.
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3-Hoje você também escreve para outros artistas?

Eu continuei escrevendo para o Jota Quest, outras pessoas gostaram das músicas e me pediram para fazer também, até que fui contratada pela BMG Universal do Rio como letrista. Fiz músicas para Wanessa Camargo, versões para Negra Li, para o Tianastácia, Código B, entre outros. É muito louco escrever música, porque eles me mandam a melodia com a métrica e eu tento encaixar as palavras, mas não gosto de fazer assim, me limita muito. Gosto de mandar a letra e eles encaixarem a melodia. É louco, porque você com um pedaço de papel escreve uma letra de música e de repente vira um sucesso. Todo mundo escutando e cantando.

4-De onde surge tanta inspiração?

No começo escrevia muito sobre mim, sobre o que estava sentindo. Mas o que me inspira mesmo é o dia a dia, os momentos de alegria, tristeza, alguma coisa que me marcou muito. Sou muito intensa, queria ser menos viu? Escrever é uma coisa que me equilibra. Um dia escuto um caso de alguém me contando sobre alguma desilusão e a emoção daquela pessoa falando eu pego emprestado para mim e isso vira um texto. Hoje, tem muita coisa que são de outras pessoas e algumas coisas são minhas.
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5-Você escreve muito sobre o amor. Por quê?

É um tema que gosto muito mesmo, falar sobre o amor é muito bom. O amor move todo mundo, às vezes, escrevo uma pequena frase e aquilo gera uma grande repercussão. Outro dia escrevi uma sobre ex-namorado e nunca tive tanta curtida. Nós buscamos tanta coisa na vida, mas o amor está sempre no meio delas. Escrevia antes muito sobre mim, mas isso é um problema. Quando estou namorando não quero expor demais a pessoa que está comigo, vou então escrevendo e depois de alguns meses, quando já passou, eu publico. Já parei de me importar com isso, pois as pessoas interpretam os meus textos como se aquilo estivesse acontecendo comigo no momento. Ás vezes eu estou ótima e as pessoas perguntam se estou triste. Escrever texto de amor faz parte do meu trabalho, mas é muito difícil o leitor separar a pessoa da escritora. Tem coisa que é minha, mas a maioria são sentimentos emprestados.

6-De onde veio a ideia de fazer as “Crônicas Digitais”?

Foi ideia de um amigo, chamado Maurinho Antunes, ele é diretor de cinema e publicidade. Eu estava fazendo o projeto do meu livro para entrar na lei de incentivo, e ele um projeto de cinema. Ele me disse que seria bacana um dia eu colocar uma atriz para interpretar os meus textos, foi quando eu escrevi o “Amar e Punk”. Mostrei para ele e logo me respondeu: vamos gravar?. Só que a gente não tinha uma atriz, e teríamos que pagar um cachê para ela. Foi quando surgiu a ideia de eu mesma interpretar os meus textos, mas como sou muito tímida, ele disse que eu iria desmaiar quando visse a câmera, pois uma câmera intimida mesmo. Marinho me disse então pra gravar e se ficasse ruim a gente esquecia o vídeo. Gravamos a crônica e ele editou, foi muito difícil interpretar, mas quando lançamos na internet ficamos muito assustados pela quantidade de acessos. Uma agência que faz propagandas para passar antes dos filmes no cinema me contratou para gravar uma versão reduzida da crônica para passar antes do Dia dos Namorados de 2011.  Foi passado no Brasil todo. Lógico que a Crônica Digital teve um milhão de criticas, gente falando do meu sotaque, da forma como eu falo, mas ao mesmo tempo teve muitos elogios e um grande retorno. Então decidimos gravar outras crônicas. Agora fizemos um projeto de lei só para as “Crônicas Digitais” e conseguimos que fosse aprovado. No momento estamos correndo atrás de patrocínio. Serão lançadas três crônicas por mês.
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7-Você utiliza muito as redes sociais. Como é o contato com o seu público?

Para quem é independente, não tem editora como eu, a internet é uma ferramenta maravilhosa, apesar de ter um milhão de frases minhas rolando pela internet com créditos para outras pessoas. Mas para divulgar o meu trabalho é muito bom. É a ferramenta que mais utilizo e vejo muito resultado. Quando lancei o “Princesa de Rua”, os meus seguidores do twitter foram os que mais compraram o livro. Tudo foi crescendo muito, antes dava para responder todo mundo, hoje é quase impossível. Fico apavorada de não conseguir responder as pessoas. Por isso, hoje eu tenho duas pessoas que me ajudam a administrar a página no facebook.

8-Por que você resolveu escrever para o público infantil? Me fale um pouco do seu novo livro?

Tem muito tempo que escrevi esse livro, foi no tempo de colégio, logo depois que meu avô faleceu, então escrevi em homenagem a ele. O livro conta a história do menino que queria ser músico, foi a época que estava começando a escrever músicas. Estava convivendo muito neste meio e o menino do livro quer um conselho do avô, ele quer saber como se abraça o mundo. O avô então diz que ele precisava descobrir o seu maior sonho e correr atrás dele. O menino do livro sou muito eu como escritora, só que coloquei em forma de músico, pois foi o meu avô que me incentivou a começar a escrever. Consegui uma editora para esse livro, mas ela queria mudar tudo para ficar comercial. Mas disse que esse livro era muito pessoal e que não poderia ser modificado, tanto que no momento estou escrevendo outro livro para essa editora. “O menino que queria abraçar o mundo” lancei pela lei de incentivo com o patrocínio da Net. É muito bom o retorno que criança te dá, eles participam mesmo, já estou com diversas idéias para esse público.
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Estou lançando “O menino que queria abraçar o mundo”, vou lançar a segunda edição do “Princesa de Rua”, porque todos os livros esgotaram. Para esse semestre estou escrevendo o “Amor é Punk”, que vai falar sobre esse assunto de relacionamento, das mulheres. E estou escrevendo mais um para o público adolescente, que será para a editora. Pretendo lançar um livro de frases também e o próximo infantil será para o final do ano. É muita coisa para um ano só, minha vida hoje é escrever.

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