5 novembro 2014
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IMG_5164[1] *Foto: Conhecendo a The Flórida State University. Vou fazer um post só da universidade, que é linda.

Oi gente,  cheguei bem! Para quem não sabe, viajei para os EUA no último sábado. Estou planejando essa viagem há mais de um ano, desde que a irmã se mudou para cá. Mas por estar trabalhando demais, consegui vir quando ela já está quase voltando para o Brasil. Ela volta mês que vem. Porém, ela achou até bom, pois iria sofrer muito quando eu fosse embora.

aero - Copy *Foto: Minhas mil horas de espera no aeroporto. Li quase dois livros no Ipad! 

Vou ficar um mês por aqui, e estou encantada com tudo. Já viajei por diversos lugares dentro do Brasil e para a Argentina e o Paraguai, mas acho que nada se compara. É tudo muito diferente, parece que estou inserida em um filme americano, a minha ficha ainda não caiu. E por ser um país do primeiro mundo, dá para ver a nítida diferença na qualidade de vida. Fiquei pensando muito no Brasil desde que cheguei, tínhamos tudo para ser assim também. Mas ainda tenho esperanças que as coisas irão mudar, e que um dia ainda seremos uma grande potência.

aero2 *Foto: Depois de  dez horas de voo, estava louca por um café quentinho. Fui na Starbucks, pagar de rica e descolada no aeroporto de Miami. rs Mas dei bobeira, aqui também é caro e lá se foram alguns doláres. hahaha  

aero3 *Foto: Já posso ser guia do aeroporto de Miami, fiquei mofando por lá 5 horas. Conheci todas as lojinhas. 

A viagem foi muito cansativa, e confesso que estava morrendo de medo. Não sou uma pessoa medrosa, mas o fato de não saber o inglês me desesperou um pouco. Imagina ficar perdida e não saber perguntar nada? Ainda por cima, depois de nove horas de viagem até Miami, passar pela imigração, eu ainda teria que pegar DOIS ônibus para a cidade da minha irmã. Tudo isso sozinha, eu e Deus, e  nenhum vocabulário local. rs

No final tudo deu certo, a minha saga para chegar até Tallahasse foi melhor do que eu imaginava. Escrevi esse textinho no facebook e muitos amigos gostaram. Então vou colocar aqui para vocês também.

“Acredito que o mais magnífico da experiência de viajar, seja a possibilidade de conhecer novas pessoas e histórias de vidas. Nesta minhas 10 horas de voo e 5 horas de espera no aeroporto sozinha, já tenho muitos casos para contar. No voo até o Rio de Janeiro conheci uma cabeleireira de Belo Horizonte que mora há 15 anos em Nova York. Ela viajou pela primeira vez para a cidade com o objetivo de visitar uma  feira especializada em cabelos, mas acabou encontrando o amor da sua vida  e nunca mais voltou a morar no Brasil. Contei para ela sobre a minha vontade de morar em NY por uns tempos, ela então me explicou em detalhes como é a vida por lá. Falou também da saudades dos filhos que deixou no Brasil.  Já as nove horas de voo até Miami passaram super rápido. Conheci uma carioca gente boa demais, ela me contou um pouco da sua história e eu dividi um pouco da minha. Ela me ajudou a pedir os lanches no avião, e na hora da imigração disse para eu passar na sua frente na fila e se tivesse algum problema poderia chamá-la. Um amor! Na imigração já fui com as perguntas certas na cabeça, mas quando o moço me fez a primeira pergunta, não pesquei nenhuma palavra. Então ele perguntou se eu falava inglês . Disse não. Pensei estou frita! rs E ai eu perguntei se ele falava espanhol, ele respondeu que não falava espanhol em espanhol. E ai eu disse: Peraí, você está falando em espanhol. Ele riu, me contou que era do Haiti e que estava há 10 anos no Us.  E que falava quatro línguas. No final,  eu já estava fazendo mil perguntas para ele, e o papo está para lá de informal. Só tinha uma fila enorme olhando para a gente sem saber por qual motivo estávamos rindo. Já nas minhas cinco horas de espera do aeroporto conheci um médico colombiano, de Barranquilla. ( Alô Shakira!)  Imagino que já devia ter  lá os seus quase setenta anos. Conversamos em espanhol, sobre jornalismo e o Brasil. Ele disse que eu falava muito bem o espanhol ( ganhei o dia,  viu Matheus?) , mas contei a minha dificuldade com o inglês. Ele perguntou a minha idade, eu disse que tinha 26. Então me aconselhou a ler muito, e a tentar me informar da melhor maneira possível sempre. Disse que  eu ainda era muito nova e me recomendou os livros de Gabriel Garcia Márquez. E completou: Apesar de já ter um diploma, você  ainda está em processo de formação. Tenho certeza que com uns 32 anos você será uma jornalista incrível. Você está no caminho certo! Não sei bem o porquê ele disse aquilo, mas  suas falas me deixaram contente de verdade. Agradeci, apertei a sua mão e fui pegar o meu ônibus para Orlando. A minha viagem nem começou, mas já é muito bom saber que no mundo existe tanta gente interessante e do bem.”

foto1*Fotos: Depois de viajar mais 3 horas para Orlando, fiquei esperando mais 3 horas para pegar o busão para Tallahassee. Estava faminta, então fui procurar um rango. Achei o velho conhecido e extinto Pizza Hut. Entrei, olhei no cardápio e não sabia o que pedir. Falei para a atendente “Small Pizza Pepperoni”  e deu tudo certo. Porém lembrei que não gosto de pepperoni kkkk só que foi o único sabor que reconheci no cardápio.

foto2 *Foto: Minha pizza de pepperoni. rs Veio pingando óleo, como tudo aqui, mas estava gostosa.

foto4 Cheguei em Tallahassee uma hora da manhã, foram quase 30 horas de viagem. Desci do bus e estava fazendo UM grau. Genteee isso é muitoooo frio!! Meu corpo tremia todo, não conseguia controlar, mas ainda bem que peguei o táxi rápido. Chegando na casa da Bella foi muita emoção, não parecia que era real. Ela não mudou nada em um ano, apesar dela achar que engordou muito. kkk Conversamos até quatro horas da manhã. Conheci também os seus amigos do Brasil. Ela fez uma jantinha para mim e tudo foi muito legal.

Bom, acho que vou conseguir postar com uma certa frequência daqui, pois como são três horas de diferença, estou acordando todos os dias SEIS horas da manhã. Em casa sou acostumada a acordar às oito. O que aqui seria às cinco horas, mas ai fico uma hora enrolando na cama e depois levanto. Espero que isso se regularize, pois de noite já estou morrendo de sono. E enquanto a irmã não acorda eu escrevo. 

Tenho mil ideias de posts para vocês, e espero que vocês gostem dos meus relatos malucos.

No próximo post prometo fotos melhores, essas foram feitas pelo celular.  Grande beijo 

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IMG_5164[1] *Foto: Conhecendo a The Flórida State University. Vou fazer um post só da universidade, que é linda.

Oi gente,  cheguei bem! Para quem não sabe, viajei para os EUA no último sábado. Estou planejando essa viagem há mais de um ano, desde que a irmã se mudou para cá. Mas por estar trabalhando demais, consegui vir quando ela já está quase voltando para o Brasil. Ela volta mês que vem. Porém, ela achou até bom, pois iria sofrer muito quando eu fosse embora.

aero - Copy *Foto: Minhas mil horas de espera no aeroporto. Li quase dois livros no Ipad! 

Vou ficar um mês por aqui, e estou encantada com tudo. Já viajei por diversos lugares dentro do Brasil e para a Argentina e o Paraguai, mas acho que nada se compara. É tudo muito diferente, parece que estou inserida em um filme americano, a minha ficha ainda não caiu. E por ser um país do primeiro mundo, dá para ver a nítida diferença na qualidade de vida. Fiquei pensando muito no Brasil desde que cheguei, tínhamos tudo para ser assim também. Mas ainda tenho esperanças que as coisas irão mudar, e que um dia ainda seremos uma grande potência.

aero2 *Foto: Depois de  dez horas de voo, estava louca por um café quentinho. Fui na Starbucks, pagar de rica e descolada no aeroporto de Miami. rs Mas dei bobeira, aqui também é caro e lá se foram alguns doláres. hahaha  

aero3 *Foto: Já posso ser guia do aeroporto de Miami, fiquei mofando por lá 5 horas. Conheci todas as lojinhas. 

A viagem foi muito cansativa, e confesso que estava morrendo de medo. Não sou uma pessoa medrosa, mas o fato de não saber o inglês me desesperou um pouco. Imagina ficar perdida e não saber perguntar nada? Ainda por cima, depois de nove horas de viagem até Miami, passar pela imigração, eu ainda teria que pegar DOIS ônibus para a cidade da minha irmã. Tudo isso sozinha, eu e Deus, e  nenhum vocabulário local. rs

No final tudo deu certo, a minha saga para chegar até Tallahasse foi melhor do que eu imaginava. Escrevi esse textinho no facebook e muitos amigos gostaram. Então vou colocar aqui para vocês também.

“Acredito que o mais magnífico da experiência de viajar, seja a possibilidade de conhecer novas pessoas e histórias de vidas. Nesta minhas 10 horas de voo e 5 horas de espera no aeroporto sozinha, já tenho muitos casos para contar. No voo até o Rio de Janeiro conheci uma cabeleireira de Belo Horizonte que mora há 15 anos em Nova York. Ela viajou pela primeira vez para a cidade com o objetivo de visitar uma  feira especializada em cabelos, mas acabou encontrando o amor da sua vida  e nunca mais voltou a morar no Brasil. Contei para ela sobre a minha vontade de morar em NY por uns tempos, ela então me explicou em detalhes como é a vida por lá. Falou também da saudades dos filhos que deixou no Brasil.  Já as nove horas de voo até Miami passaram super rápido. Conheci uma carioca gente boa demais, ela me contou um pouco da sua história e eu dividi um pouco da minha. Ela me ajudou a pedir os lanches no avião, e na hora da imigração disse para eu passar na sua frente na fila e se tivesse algum problema poderia chamá-la. Um amor! Na imigração já fui com as perguntas certas na cabeça, mas quando o moço me fez a primeira pergunta, não pesquei nenhuma palavra. Então ele perguntou se eu falava inglês . Disse não. Pensei estou frita! rs E ai eu perguntei se ele falava espanhol, ele respondeu que não falava espanhol em espanhol. E ai eu disse: Peraí, você está falando em espanhol. Ele riu, me contou que era do Haiti e que estava há 10 anos no Us.  E que falava quatro línguas. No final,  eu já estava fazendo mil perguntas para ele, e o papo está para lá de informal. Só tinha uma fila enorme olhando para a gente sem saber por qual motivo estávamos rindo. Já nas minhas cinco horas de espera do aeroporto conheci um médico colombiano, de Barranquilla. ( Alô Shakira!)  Imagino que já devia ter  lá os seus quase setenta anos. Conversamos em espanhol, sobre jornalismo e o Brasil. Ele disse que eu falava muito bem o espanhol ( ganhei o dia,  viu Matheus?) , mas contei a minha dificuldade com o inglês. Ele perguntou a minha idade, eu disse que tinha 26. Então me aconselhou a ler muito, e a tentar me informar da melhor maneira possível sempre. Disse que  eu ainda era muito nova e me recomendou os livros de Gabriel Garcia Márquez. E completou: Apesar de já ter um diploma, você  ainda está em processo de formação. Tenho certeza que com uns 32 anos você será uma jornalista incrível. Você está no caminho certo! Não sei bem o porquê ele disse aquilo, mas  suas falas me deixaram contente de verdade. Agradeci, apertei a sua mão e fui pegar o meu ônibus para Orlando. A minha viagem nem começou, mas já é muito bom saber que no mundo existe tanta gente interessante e do bem.”

foto1*Fotos: Depois de viajar mais 3 horas para Orlando, fiquei esperando mais 3 horas para pegar o busão para Tallahassee. Estava faminta, então fui procurar um rango. Achei o velho conhecido e extinto Pizza Hut. Entrei, olhei no cardápio e não sabia o que pedir. Falei para a atendente “Small Pizza Pepperoni”  e deu tudo certo. Porém lembrei que não gosto de pepperoni kkkk só que foi o único sabor que reconheci no cardápio.

foto2 *Foto: Minha pizza de pepperoni. rs Veio pingando óleo, como tudo aqui, mas estava gostosa.

foto4 Cheguei em Tallahassee uma hora da manhã, foram quase 30 horas de viagem. Desci do bus e estava fazendo UM grau. Genteee isso é muitoooo frio!! Meu corpo tremia todo, não conseguia controlar, mas ainda bem que peguei o táxi rápido. Chegando na casa da Bella foi muita emoção, não parecia que era real. Ela não mudou nada em um ano, apesar dela achar que engordou muito. kkk Conversamos até quatro horas da manhã. Conheci também os seus amigos do Brasil. Ela fez uma jantinha para mim e tudo foi muito legal.

Bom, acho que vou conseguir postar com uma certa frequência daqui, pois como são três horas de diferença, estou acordando todos os dias SEIS horas da manhã. Em casa sou acostumada a acordar às oito. O que aqui seria às cinco horas, mas ai fico uma hora enrolando na cama e depois levanto. Espero que isso se regularize, pois de noite já estou morrendo de sono. E enquanto a irmã não acorda eu escrevo. 

Tenho mil ideias de posts para vocês, e espero que vocês gostem dos meus relatos malucos.

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