9 maio 2017

Quando comprei as passagens de ida para a Europa, Varsóvia seria a primeira cidade. Fiquei pensando “Que lugar é esse?”, nunca imaginei que pisaria no destino um dia na vida. Na verdade, nem sabia direito que a cidade existia e muito menos onde ficava no mapa. Hahahaha Um dos motivos que nos levaram até lá foi pelas passagens mais em conta e também por ser perto de Cracóvia, um lugar desejado por nós.

Depois de uma escala em Lisboa, chegamos à Varsóvia. A língua local é o polaco, bem tranquilo de se entender, só que não MESMO. rs Nos encapotamos com tudo que trouxemos na mochila de mão. Luvas, cachecóis, gorro e muita blusa de frio. Eu não conseguia me mover direito. Não estava acostumada com o “mochilão” ainda. No primeiro momento ele pesa e limita os movimentos. Depois você tira de letra.
mochilaA primeira história que nos rendem boas risadas foi sentir o impacto do frio europeu pela primeira vez. Saímos do aeroporto e ficamos em silêncio. Acredito que congelamos por alguns segundos.  rs Como bons mochileiros, nada de táxi ou Uber, pegamos mesmo um busão. O engraçado foi comprar os bilhetes em uma máquina, era preciso colocar as moedinhas para pegar o bilhete. Sem jeito ainda com as luvas, deixamos as moedinhas cair no chão, quem disse que conseguíamos catá-las? Estava tudo tão gelado sem luva, que nossos dedos meio que congelaram. Hahahaha Foi bem engraçado!

Depois de ter conhecido uma figura de Israel dentro do ônibus e ter tirado foto com uma mulher que se vestiu árvore de natal (sério, ela tinha pisca-pisca enrolado no corpo), chegamos ao nosso hostel.
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A foto não está boa, mas tivemos que registrar o momento. hahahaha

Ficamos hospedados no Patchwork Design Hostel, bem arrumadinho. Com uma recepção toda coloridinha e uma atendente simpática. Cama confortável e chuveiro quente. Isso é o que importa, né? Foi a conta de tomar banho e já saímos ávidos por explorar a cidade.
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Na nossa primeira caminhada nos divertindo com a neve pelo caminho, foi então avistamos algo que parecia uma igreja, mas na verdade era o Museu do Chopin. Para quem nunca soube (como eu) um dos pianistas mais famosos do mundo é de Varsóvia.  A entrada do museu foi uns 13 reais, e é possível escolher entre o espanhol e o inglês. Gostamos bastantes desse primeiro passeio cultural inesperado.

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Mortos de fome, queríamos um lugar típico para comer e acabamos encontrando o restaurante Zapiecek Polskie Pierogarnie, localizado no bairro de Sródmiescie. Posso falar que nossa primeira experiência gastronômica na Europa foi deliciosa. No restaurante havia muitos locais, pessoas falando (claro) em polaco e as garçonetes usavam trajes típicos da Polônia. Elas não entendia muito bem o inglês, mas no final deu tudo certo com nosso pedidos. rs
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Depois de alimentados, fomos procurar agito em plena terça-feira. rs Andamos pelas ruas em um frio até então desconhecido por nós três. Acabamos encontrando resto de neve pelo caminho, tinha nevado no dia mais cedo. Mesmo morrendo de frio, foi pura diversão ver a neve pela primeira vez.
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Encontramos apenas alguns bares perto do hostel, mas que até tinham muitas pessoas para um dia de semana. Bebemos uns shots de vodka, para quem não sabe, a bebida na República Tcheca é reconhecida como uma das melhores do mundo. Eu só consegui dar graças a Deus por Vodka boa no Brasil custar tão caro. rs Porque então estaria perdida, não tem gosto de álcool e desce como água. Um verdadeiro perigo.

No outro dia já pegamos o voo bem cedinho para Cracóvia. Não deu para conhecer muita coisa, ficamos com aquele gostinho de quero mais. Se você for para lá, reserve mais uns dias para a cidade. Tenho certeza que não irá se arrepender.

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Quando comprei as passagens de ida para a Europa, Varsóvia seria a primeira cidade. Fiquei pensando “Que lugar é esse?”, nunca imaginei que pisaria no destino um dia na vida. Na verdade, nem sabia direito que a cidade existia e muito menos onde ficava no mapa. Hahahaha Um dos motivos que nos levaram até lá […]

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2 fevereiro 2017

Já são quase dois meses que voltei da viagem e só agora está saindo o meu primeiro post por aqui. Porque sou um exemplo de  blogueira, né? Mas antes tarde do que nunca. Bom, várias pessoas me pediram dicas sobe o meu roteiro, quais foram os países visitados e quantos dias fiquei em cada.
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Foto: Vaticano

Para começar queria dizer que foi uma experiência ÚNICA na vida, visitar tantos países, conhecer tantas culturas e costumes diferentes em menos de um mês. Não me arrependo de nada, porém, em toda vigem a gente aprende um pouquinho. Vamos ficando um viajante mais experiente a cada nova trip realizada, vamos sabendo o que dá certo e o que não dá. Foram sete países (Contando com o Vaticano) em 22 dias. Foi uma loucura, uma verdadeira aventura. Quando acostumávamos com um lugar, com a moeda, as pessoas, e o idioma, já era hora de ir embora. Foi corrido e cansativo. Mas nós éramos (Fui com dois amigos) daqueles turistas que queriam aproveitar tudo, conhecer o máximo de lugares e ainda ir para balada. Hahahaha

O meu conselho é: Fiquei de 4 a 5 dias em cada país. Mas claro, se você for um viajante mais tranquilo, dá para fazer em 3 dias (como foi o nosso caso). Três dias dá para conhecer bem cada cidade, como disse, fizemos muitaaa coisa. Mas eu sou o tipo de pessoa que gosta de tirar um dia da viagem para ficar tranquila no hostel, acordar tarde, tomar café e andar pela cidade com calma.

 Não sei se é a idade, mas eu preciso descansar. rs E a última coisa que fizemos neste mochilão foi descansar, éramos frenéticos demais.

Varsóvia- Polônia (1 dia)
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Desembarcamos na Varsóvia, porque o voo para lá era mais barato e também por ser perto da Cracóvia (destino que queríamos muito conhecer). Fizemos ótimas escolhas de voo, foi de BH direto para Portugal (Lá fizemos a migração), esperamos apenas umas duas horas e pegamos o voo para Varsóvia.

Chegamos às quatro da tarde, mas já era noite. No inverno muitos países da Europa escurecem por volta de quatro horas, você demora a se acostumar com esse fato. Ficamos nem 24 horas na cidade, mas já curtimos muito. Mais um dia em Varsóvia teria sido perfeito.

Cracóvia – Polônia (3 dias)
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Pegamos o voo às sete da manhã, com duração de uma hora e meia. Chegamos cedinho em Cracóvia. No mesmo dia já fomos para a Mina de Sal (Passeio imperdível), no segundo dia fomos para conhecer Auschwitz (Campo de Concentração) e no terceiro passeamos pela cidade. Três dias deram para fazer quase tudo na Cracóvia, mas gostamos tanto de lá, que queríamos ter ficado mais um dia.

Praga- República Tcheca (3 dias)
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Fomos de Cracóvia para Praga com um trem noturno. Tinha cama, edredom, chinelos e deram até escovas de dentes e café da manhã (Em outro post conto mais). Chegamos bem cedo em Praga. Ficamos 3 dias inteiros na cidade, deu para conhecer quase tudo que queríamos,  mas também ficaria mais um dia.

Berlin – Alemanha (3 dias e meio)

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Dormimos três noites em Berlin. O que foi ótimo, uma noite a mais fez grande diferença. Claro que faltou muita coisa para conhecer, pois é uma grande capital, mas os três dias para mim foram suficientes. Estava frio demais. rs

Amsterdam – Holanda (3 dias)

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Saímos da Alemanha duas e meia da tarde, até a Holanda são duas horas de voo. Descemos em um aeroporto na cidade ao lado, foi uns 40 minutos de táxi até o hostel. Chegamos já estava escuro, saímos apenas para jantar e conhecer lugares mais perto.  Então acabamos ficando mesmo dois dias inteiros na cidade. Precisava muito mais, ficaria mais dois  ou três dias.

Roma – Itália (3 dias)
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Chegamos bem cedo em Roma, mas já estávamos um pouco cansados neste dia. Eu estava sentindo que ia gripar. Ficamos mais quietos no hostel neste dia. Nós também estávamos esperando três amigas que iam chegar para somar na nossa viagem. Aproveitamos bem os outros dois dias. Um dia inteiro passeamos por Roma, e no outro fomos conhecer o Vaticano. Só eu e um mais um amigo pegamos o voo para Paris bem cedo, os outros tiveram mais um dia na cidade e foram encontrar com a gente de noite em Paris. Ficaria mais dois ou três dias em Roma com toda certeza. Não esperava nada do destino e me encantei.

Paris- França (4 dias)

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Único lugar que ficamos em um apartamento, já que iriamos passar o natal na cidade e queríamos fazer uma ceia. Chegamos bem cedo, mas não fizemos muita coisa neste primeiro dia, estávamos com mochilas pesadas e nosso apartamento seria liberado só às sete da noite. No dia 25 passamos o dia na Euro Disney, já que era natal e tudo estaria fechado. Acabamos passeando pela cidade somente dois dias. Então mais dois dias teria sido o suficiente, ou não, porque a vontade de morar lá foi grande. rs

Esse foi o meu roteiro, vocês viram que em quase todos os lugares eu queria ter ficado mais. rs Se fosse para tirar uma cidade, não sei qual tiraria. Talvez Berlin, que foi a que menos gostei, mas que também amei conhecer. Hahahaha  Sou confusa, né? Mas se você for fazer uma viagem de 20 dias, aconselho conhecer apenas 4 países por vez.

Qualquer dúvida pode me perguntar!

Beijos, beijos

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Já são quase dois meses que voltei da viagem e só agora está saindo o meu primeiro post por aqui. Porque sou um exemplo de  blogueira, né? Mas antes tarde do que nunca. Bom, várias pessoas me pediram dicas sobe o meu roteiro, quais foram os países visitados e quantos dias fiquei em cada. Foto: […]

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1 dezembro 2016

tumblr_lykxabbpwd1r1nv1go1_500_largeUma das melhores sensações do mundo. Não sei explicar em palavras o que senti, quando peguei o avião para o meu segundo destino sozinha. Estava feliz, pelas pessoas que conheci, por ter vencido minha primeira semana em um lugar totalmente desconhecido, pela oportunidade de estar indo para outra cidade, por estar mais segura de que tudo daria certo, feliz por ter coragem de viver aquilo e pela a vida ser incrível. Lembro-me de sentar na janela do avião e observava a cidade ficando cada vez menor, e um turbilhão de sentimentos se passava dentro de mim. Meus pais tinham uma vaga noção de onde eu estava, em algum avião em algum lugar do mundo, amigos e familiares estavam vivendo suas próprias vidas e eu estava ali, sozinha.  As duas cadeiras ao lado estavam vazias, mas eu me sentia completa e completamente bem. Como era bom estar longe de tudo e de todos, como a liberdade é algo indescritível. Como é necessário viajar para longe da sua própria vida de vez em quando.

Como a visão daquela pequena janela de avião estava me mostrando tanta coisa. Ali de cima percebi o quanto o mundo é grande e incrível, que ainda há tanto para ser vivido, ainda há tantas pessoas interessantes para conhecer.  Aquele momento, e tudo que se passava em mim, ficaram eternizados. Parece que amadureci alguns anos em poucos minutos. Ali eu entendi que é possível ser feliz sozinha, que não preciso ter medo da solidão, e que no fundo no fundo é a gente com a gente mesmo. Então precisamos ser uma boa companhia, mais do que isso, precisamos gostar da nossa própria companhia. E as pessoas ao nosso lado precisam vir só para somar, acrescentar e trazer o novo.

Escrevo sobre isso para me lembrar daquela sensação quando algo vai mal na vida. Saber que posso fazer e ser o que eu quiser, só depende de mim, da minha vontade de correr atrás e da minha coragem para enfrentar o novo. É possível viver sensações indescritíveis e aprender tanto sobre a vida apenas olhando mundo de outra ótica.

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Uma das melhores sensações do mundo. Não sei explicar em palavras o que senti, quando peguei o avião para o meu segundo destino sozinha. Estava feliz, pelas pessoas que conheci, por ter vencido minha primeira semana em um lugar totalmente desconhecido, pela oportunidade de estar indo para outra cidade, por estar mais segura de que […]

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10 novembro 2016

IMG_20151017_125924975Todo mundo já sabe que Medellín é a cidade do famoso Pablo Escobar. A Colômbia ainda é muito associada às drogas e a violência. Quando disse que iria para lá meus pais surtaram, e me questionaram sobre o destino. Aliás, todo mundo me fez essa mesma pergunta. E a resposta é simples, queria muito conhecer Cartagena das Índias devido ao livro de Gabriel Garcia Marques, “O amor no tempo da Cólera”. Fui para Medellín só por conta do voo mais barato e, que sorte a minha, foi a minha cidade preferida no país.

O meu primeiro perrengue foi chegar ao aeroporto de madrugada, para meu azar todas as casas de câmbio estavam fechadas. E eu sem nem um peso para pegar o táxi. O aeroporto fica na cidade de Rio Negro, a uns 50 minutos de Medellín, outra informação que descobri só no dia. Como é um aeroporto pequeno, tudo estava fechado, as luzes apagadas e tudo deserto. Fiquei com medo de ir ao banheiro, afinal, estava na cidade do crime. Conversei com uma guarda, expliquei que precisava trocar meu dinheiro e ela me perguntou se tinha dólares. Disse que não, só reais. E aí ela me vira e fala: Só amanhã!

Putz! Olhei em volta já procurando um canto para dormir. rs Ia ter que passar a noite ali, era a solução. Quando lembrei que tinha 50 dólares, que meu pai, de última hora, me deu. Voltei para a guarda e falei que tinha dólares, ela então chamou outro cara, que me levou para um canto e fez o câmbio comigo. Coração na boca. Disse para esse mesmo cara que precisava de um táxi, naquela hora não tinha mais os credenciados do aeroporto, o moço do câmbio me leva para fora e acena para um cara.

Não estava escrito táxi, o carro era bem velho e o senhorzinho tinha cara de mafioso. hahaha Não podia me fazer de doida e nem tinha para onde fugir. Entrei no carro. Como já disse de Rio Negro a Medellín são 50 minutos, informação que não sabia. Depois de 30 minutos naquele carro tinha certeza que não veria mais meus pais ou amigos, que o mundo acabaria ali para mim. Sim, sou dramática, mas acredito que você também pensaria o mesmo. rs

O mais engraçado foi que passamos por bairros onde na época do Pablo eram bem perigosos, e o senhorzinho tentava ser simpático e começou a me contar a história local.  Só que eu só entendia a parte em que ele dizia “perigoso”. Desesperada eu falava: Não, não quero passar por um lugar perigoso, vamos por outro caminho. E ele tentava me explicar que não era perigoso, que foi perigoso e que hoje não é mais. Só que meu medo não me deixava entender isso. Pânico total.  O espanhol colombiano é bem diferente do espanhol da Argentina, ao qual estou acostumada. Foram 50 minutos de desespero e muitas emoções vividas, que hoje ao lembrar me rendem boas risadas. O final da história é que cheguei bonitinha ao meu hostel, o senhorzinho mafioso ainda me ajudou com a bagagem. Depois de tantas emoções, não abri a mala, dormi do jeito que cheguei. Cansada, feliz e segura.

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Todo mundo já sabe que Medellín é a cidade do famoso Pablo Escobar. A Colômbia ainda é muito associada às drogas e a violência. Quando disse que iria para lá meus pais surtaram, e me questionaram sobre o destino. Aliás, todo mundo me fez essa mesma pergunta. E a resposta é simples, queria muito conhecer […]

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4 novembro 2016

Comecei do número 6, porque já falei os primeiros 5 motivos no post 1.

6-Ir a um evento cultural

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Foto: Amigos de Bucaramanga ( nome engraçado né?), é uma cidade da Colômbia. Pessoas sensacionais! 

Medellín é uma cidade extremamente cultural, e me contaram que sempre acontece algum evento bacana. Na semana em que estava na cidade aconteceu um festival de música latina incrível. O slogan era “La cumbia une a Latinoamérica”, mas tinha os mais variados ritmos latinos. Foram 4 dias de show no aeroparque  Juan Pablo ll, o visual e a organização do evento me surpreenderam. Foi gratuito e não vi nenhuma confusão.

7-Visitar o Parque Explora e Jardim Botânico
parque explora

No segundo dia de viagem visitei o Parque Explora, foi o meu primeiro passeio sozinha. Nunca tinha saído sozinha para esse tipo de passeio na minha própria cidade (contei aqui) e até que curti a experiência. São dois lugares que indico muito. Eles são bem ao lado um do outro, dá para fazer os dois no mesmo dia. O Parque Explora possuí um aquário e salas interativas ligadas ao conhecimento. Tem uma sala de cinema que mostra como são realizados os efeitos especiais, cenários e dublagens dos filmes. Foi a que mais gostei!

8-Comer a Bandeja Paisa
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É o prato mais tradicional de Medellín, não dá para visitar a cidade e não experimentar. Mas já aviso, o trem é pesado e dá para dividir entre duas pessoas. No prato vem: Arroz, feijão, ovo frito, carne moída, chicarrón (torresmo gigantesco), arepa (uma panqueca que é tipo pão para eles) , abacate ( eles comem com a comida) e plátano ( banana amassada e frita). Bem pesado né? Mas eu curti, comia sempre quando a fome estava pegando, então era ótimo!

9-Cerro Nutibara
cerro natiruba

O cerro me deixou um pouco decepcionada, pois pensava que era algo maior. Por que criamos essas expectativas na nossa cabeça, hein? Mas vale a pena conhecer pela paisagem. Lá você encontra uma réplica de como viviam os povoados da cidade no passado. Há um museu também, com exposições temporárias.  É possível almoçar por lá, mas como o meu passeio não durou uma manhã inteira,  não experimentei os restaurantes.

10- Andar pelo Centro (Parque de Las Luzes e Praza Botero)
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Foto: Praça Botero/ Com o amigo Tom, da Alemanha, no terraço da biblioteca Pública

Já adianto que o centro não é nada bonito e muito menos seguro. É como o centro de qualquer grande cidade no Brasil. Mas quando visito uma cidade gosto de conhecê-la bem, e andar pelo centro e ver seus habitantes, é um programa bem interessante para mim. Além de conhecer dois pontos turísticos, a Praça Botero e o Parque de Las Luces (Que é uma Praça das Luzes). Na Praça Botero fica o Museu de Antioquia, que vale a visita também, é enorme. E de lá você pode ir andando até o Parque das Luzes, que nada mais é do que 300 postes de luz, cada um com 24 metros de altura. Dizem que é lindo à noite, eu só fui de dia. No mesmo local está a Biblioteca Pública, não sei se é possível entrar sempre, mas fiz uma de turista e pedi para tirar fotos do terraço. rs

Fala aí se você também não ficou com vontade de conhecer Medellín? Eu vou voltar, com certeza!

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Comecei do número 6, porque já falei os primeiros 5 motivos no post 1. 6-Ir a um evento cultural Foto: Amigos de Bucaramanga ( nome engraçado né?), é uma cidade da Colômbia. Pessoas sensacionais!  Medellín é uma cidade extremamente cultural, e me contaram que sempre acontece algum evento bacana. Na semana em que estava na […]

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27 outubro 2016

centro de BonitoPassei uma semana no Mato Grosso do Sul no início do mês, fui trabalhando de guia em uma excursão da agência da minha mãe. Não pensei muito sobre o destino, só que devia ser um lugar bonito. Hahahaha

Um amigo me disse que esperava mais da cidade, para ele, Bonito era muito maior do que realmente é. A cidade é bem pequena mesmo, 20 mil habitantes, tamanho de São José da Lapa (cidade próxima a BH). É quase só uma avenida, compostas de hotéis/pousadas, restaurantes e lojinhas de artesanato. Eu achei a cidade bem simpática e aconchegante.

Uma amiga quase foi comigo para lá, e fiquei pensando se ela teria gostado da viagem. Quem vai à Bonito deve gostar muito de natureza e aventura. Quem quer muito conforto e lugares mais requintados, lá não é o lugar.

Natureza, Natureza, Natureza
Balneário do Sol - Bonito

Como disse aí em cima, quem vai para Bonito deve amar a natureza, pois essa é a maior atração da cidade. São cavernas, rios, cachoeiras, lagos, trilhas, matas e florestas.   A cidade inteira vive do ecoturismo.  E os lugares são incríveis, quem ama água, animais e muito verde lá é o destino.

Nadar com muitos peixes
Balneário Municipal- Bonito

Uma das atividades que mais gostei, foi nadar em um lago com diversos peixes, mas gente é muitoooo peixe mesmo. Dos mais variados tipos e tamanhos. Já tinha feito mergulho no nordeste e na Colômbia, no mar, mas os peixes eram menores. No início dá muita aflição, mas quando você se acostuma, a sensação é bem bacana.

Muita Aventura
Parque das Cachoeiras - Bonito

Não fiz os passeios mais radicais, pois estava com uma turma da terceira idade, mas há muitas opções para quem busca aventura. Mergulhar em uma caverna escura, fazer mergulho em um aquário, descer o rio de bote ou com uma canoa, fazer flutuação sobre o rio em movimento, entre outras. Até nos meus passeios mais de boa, tinha sempre uma tirolesa para se jogar, umas com 6 metros de altura.

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Sempre volto exausta de uma viagem, mas com a cabeça renovada. De Bonito voltei de corpo e alma renovados. Tanto que cheguei de madrugada em BH, levantei cedo e fui para a academia. Isso nunca aconteceu. rs
Os passeios são feitos sempre de dia, a noite da cidade não é muito animada, então dormia com as galinhas. Internet também é bem escassa. Deu para descansar bem, quem procura tranquilidade, pode marcar uma viagem para lá.

Lugares Indescritíveis
Gruta do Lago Azul - Bonito Bonito - Mato Grosso do Sul

Sim, a natureza é exuberante e bem generosa em Bonito. Há lugares inacreditáveis, como a Gruta do Lagoa Azul, não dá para descrever a cor daquele lugar, parece mentira. O Parque das Cachoeiras também é lindo, lindo, sete cachoeiras em um mesmo lugar. Incrível!

E você, ficou com vontade de ir para Bonito?

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Passei uma semana no Mato Grosso do Sul no início do mês, fui trabalhando de guia em uma excursão da agência da minha mãe. Não pensei muito sobre o destino, só que devia ser um lugar bonito. Hahahaha Um amigo me disse que esperava mais da cidade, para ele, Bonito era muito maior do que […]

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28 setembro 2016

O meu amor por Medellín foi uma coisa inexplicável. Andar pela cidade me fazia tão bem, era algo tão libertador, que não sei por que não faço isso em BH. Deve ser o nosso espirito viajante que nos leva a fazer esse tipo de coisa. Conseguimos olhar além do nosso cotidiano em uma viagem. Andei muito, peguei muito metro e ônibus. Tanto que nos últimos dias já estava uma guia completa daquela cidade. Se tivesse coragem e não gostasse tanto da minha vida, me mudaria para lá e viveria de guia de Medellín. Então aqui vão cinco coisas que você NÃO pode deixar de fazer.

  • Dividi este post em duas parte, porque ficou enorme. rs

1-Curtir o Parque Lheras
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Só de pensar para escrever já me dá uma saudade boa desse lugar. O Paque Lheras na verdade não é um parque, acho que lá eles têm a mania de chamar alguns espaços de parque. Parque, na verdade, costuma ser uma Praça na Colômbia. Mas o pior que tem uns parques que são parques mesmo. Ahhh vai entender!

O Parque Lheras fica no bairro El Poblado, no qual fiquei hospedada,  são uns oito quarteirões que rodeiam uma praça. Nesses quarteirões há muitos restaurantes, bares e boates. Todos decorados com muito bom gosto (reparo nessas coisas e fiquei encantada). Por lá, também fica a maioria dos hostels, então tem muito gringo andando pelas ruas do Parque Lheras. As noites de sexta e sábado fervem de gente na rua. Nos outros dias da semana são mais tranquilos, mas os restaurantes e bares estão sempre abertos. Eu costumava andar por lá todos os dias, adorava. O El Poblado é bem seguro também, andava com meu celular na mão sempre.

2-Andar de Metrocable
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Foi uma das experiências mais incríveis, fiquei realmente impressionada. Não é bem um passeio, pois o Metrocable é meio de transporte para os paisas (quem nasce em Medellín), é uma espécie de teleférico. Foi construído há dose anos, e ajuda muito a população das periferias, que assim como no Brasil, também construíram suas moradias nos morros. O Metrocable chega a uma distância altíssima do solo, e é possível ver uma vista peculiar da cidade. Você pode descer em uma estação e andar pelo bairro, tem até um tour do grafite que parece ser bem interessante. Só é preciso ter um pouco de cuidado, pois são “favelas” e não é tão seguro assim. Faz integração com o Metrô, então é bem baratinho, fica em torno de dois reais.

3-Passar um dia no Parque Arví
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Vou contar mais detalhes sobre o parque em um próximo post, pois tenho muitas fotos bacanas de lá. Se você for passar muitos dias na cidade, eu reservaria dois dias para ir ao Parque Arví.  Um dia só é pouco, pois são três parques dentro de um. É especial para quem adora passeios na natureza, só pelas paisagens já vale a pena conhecer.

4-Experimentar o máximo de Chupa Shots que conseguir
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Olha a dica de bebum rs, mas é uma experiência realmente diferente. No El Poblado tem dois estabelecimentos dos Chupa Shots. É um lugar pequeno e fica lotado. As pessoas costumam fazer uma espécie de esquenta antes de ir para a balada. A carta de shots é gigante, impossível provar todos. Todo mundo fica em pé e toma no balcão mesmo. A música latina alta faz todo mundo dançar. E quanto mais shots você compra, mais barato fica. Uma lógica interessante.

5-Tomar um Café na Plaza Maior e conhecer o Parque de Los Pies Descalzos
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É chamado de Parque dos Pés Descalços, mas para mim é uma praça. Deu uma decepção quando cheguei até lá, pois esperava algo bem maior. Mas a ideia é boa e vale a pena conhecer sim. É um convite para tirar os sapatos e andar sobre a areia ou colocar os pés na água. Como o lugar é pequeno, sai andando pela redondeza e descobri a Plaza Maior. É uma praça linda, com canteiros com muitas flores, e umas poltronas confortáveis para a gente sentar e bater um papo. E ela é rodeada por muitos cafés e restaurante. Minha dica é: compre um café e sente em uma dessas poltronas na praça e observe a vida daquele lugar.

Tem mais motivos gente, muito mais. Medellín é incrível! Já já entra a Parte 2!

 

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O meu amor por Medellín foi uma coisa inexplicável. Andar pela cidade me fazia tão bem, era algo tão libertador, que não sei por que não faço isso em BH. Deve ser o nosso espirito viajante que nos leva a fazer esse tipo de coisa. Conseguimos olhar além do nosso cotidiano em uma viagem. Andei […]

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16 setembro 2016

Na minha viagem, graças a Deus, não passei muito perrengue. Ou como sou uma pessoa positiva, não encarei como perrengues muito grandes. Uma coisa que me ajudou muito é ter uma mãe viajante, que me passou muitas dicas. Mas se você não tiver alguém próximo com experiências, aqui vão as minhas humildes dicas.

1-Pouca bagagem

Backpacker Walking on Trail --- Image by © Anthony West/Corbis

Image by © Anthony West/Corbis

Já levei uma mala bem leve, já que iria viajar de Viva Colômbia (uma companhia aérea barata, que os mochileiros amam rs). E nessa companhia você pode levar só 20 kg, e mais uma mochila a bordo. Fiquei 40 dias e, mesmo assim, podia ter levado menos bagagem. Gosto de moda, mas em uma viagem temos que ser práticos. E mesmo minha mala sendo leve, às vezes, era complicado andar com ela. Por exemplo, deixei de fazer uma viagem para uma cidade bem rústica, pois a calçada era de pedra e eu teria que subir morros com ela. ( Não fui porque estava cansada também). Por isso, os mochileiros usam aquelas mochilas gigantes, é mais fácil de carregar em algumas situações.

2-Levar uma manta sempre na mala

Alguns hostels não têm cobertores, é o caso do El Viajero em Cartagena. A cidade é muito quente e abafada. O chuveiro com água fria é uma delícia. E os quartos possuem ar-condicionado bem forte, que fica ligado durante à noite. De madrugada eu congelava. Vestia tudo que tinha de frio na mala e usava minha toalha para me cobrir. Sou muitoo frienta, mas muita gente reclamava do frio também.

3-Uma blusa de frio reforçada
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Não sei o que deu na minha cabeça de levar só uma blusa de frio, um tricô bem quentinho, mas que não foi o suficiente para o frio de Bogotá. Sempre fui uma pessoa precavida em relação a roupa de frio, mas como queria levar pouca bagagem, acabei cometendo esse erro. Então, independente do lugar que você vá, leve uma jaqueta reforçada de frio. Nunca sabemos como será o tempo.

4- Toalhas de Secagem Rápida

Comprei na Decathlon duas tolhas de secagem rápida. Nem sabia que todo mochileiro as usam, e elas ajudaram muito. Uma usava para o banho e a outra para praia/piscina. Custaram por volta de 40 reais, e foi uma compra que valeu a pena demais. Só lembre-se de marcar com seu nome, pois todo mundo no hostel tinha uma igual. rs Na viagem usei uma que não era a minha por engano, ainda bem que não peguei nenhuma zica, porque nem sabia de quem era. rs

5-Ter sempre comidaaa

tumblr_lsik5mJrwV1qbrb43o1_500No dia que cheguei em Bogotá estava tão frio e chovendo que não dava para sair na rua. Minha sorte foi ter um miojo na mala, foi o que me salvou naquela noite. Um dia em Cartagena também cheguei de uma festa e estava faminta, não tinha nada aberto na cidade, o jeito foi dormir com fome. rs  Hostel sempre tem cozinha, então tenha sempre algo na mala.

6-Levar alguns medicamentos do Brasil

Essa foi uma das dicas mais valiosas que minha mãe me passou,  e me salvou em alguns momentos. Em San Andrés ao me jogar de um tobogã eu cai de mau jeito no mar e machuquei a coluna ( Olha o perigo!). Sorte minha ter dorflex na mala, o que ajudou muito. Em Medellín fui a um festival de música e choveu muito, curti todos os shows debaixo de muita chuva. No mesmo dia comecei a sentir a garganta, logo que cheguei ao meu quarto tomei um Fluviral, no outro dia estava nova.

7-Comprar um chip de internet

Nem preciso dizer o tanto que isso é importante e me arrependi muito de não ter comprado. Em vários lugares eles vendem esse chip, que é pré-pago. Em Medellín meu amigo comprou um por uns 30 reais. Ele disse que a internet era muito boa. Isso teria me ajudado em muitos momentos.

8- Ter alguns dólares
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Dica fundamental, sempre tenha dólares. Meu pai me disse isso e eu não acreditei. Mas dólar é uma moeda universal e quase todo mundo aceita. Com a moeda você pode fazer qualquer negócio. Os 50 dólares que levei me salvaram de não dormir no aeroporto. rs Cheguei em Medellín de madrugada só com reais e as casas de câmbio já estavam fechada. Imaginem meu desespero? Sozinha e passando a noite em um pequeno aeroporto de uma cidade totalmente desconhecida.  Desesperador. Mas consegui trocar meus 50 dólares com um dos vigias do aeroporto e consegui pegar um táxi com esse dinheiro. rs

9-Se planeje sempre com antecedência
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A minha viagem foi na loucura e teve diversos perrengues, como contei (aqui). Sou uma pessoa que gosta da emoção e nunca fui muito de planejar as coisas. Mas sozinha e em uma viagem estilo mochilão, se planejar te ajuda até a economizar uma grana. Então tenha um mini roteiro com informações básicas sobre o lugar. É importante.

10-Leia sobre várias opiniões

Quando vamos viajar para um lugar a primeira coisa que fazemos é pegar informações na internet. Uma dica é:  Leia mais de uma fonte sobre os lugares que deseja ir. A opinião é algo muito pessoal e vai de pessoa para pessoa. Por exemplo, muita gente fala que Cartagena é uma cidade extremamente cara, o que na realidade não é bem assim. Depende muito do que você procura. Sim, há ótimos restaurantes, que não são baratos. Mas eu comi super bem por lá, em um lugar ao lado do hostel que servia uma comida honesta por 10 mil pesos (13 reais). Então há muitas formas de se aproveitar um mesmo lugar.

 

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Na minha viagem, graças a Deus, não passei muito perrengue. Ou como sou uma pessoa positiva, não encarei como perrengues muito grandes. Uma coisa que me ajudou muito é ter uma mãe viajante, que me passou muitas dicas. Mas se você não tiver alguém próximo com experiências, aqui vão as minhas humildes dicas. 1-Pouca bagagem […]

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8 setembro 2016

1917017_1062704357114022_2795866800621555362_nLembro exatamente da sensação, quando me despedi da minha mãe e irmã, e entrei na sala de embarque para espera a hora do meu voo. Não era medo, por incrível que pareça, nunca fui medrosa. Sempre acredito que tudo vai dar certo. É um tipo de otimismo maluco que tenho sobre a vida. E também se acontecesse qualquer problema, pegaria um voo de volta para casa. Mas era uma sensação nova, estranha. Era eu com minha própria companhia por quarenta dias. Não conhecia ninguém no país de destino, aliás, não conhecia quase nada sobre o lugar escolhido. Foi um momento de insanidade, comprar uma passagem com apenas 15 dias de antecedência. Por outro lado, nunca fui uma pessoa planejada. Apenas vivo. Não sabia muito o que esperar e nem criei muitas expectativas, apenas fui. Ao entrar naquele avião , a sensação era um misto de curiosidade, ansiedade e liberdade. Minha vida sempre teve gente demais, nunca fui sozinha. Confesso que até tinha até certo medo da solidão. Mas naquele momento de fuga, sim fuga, minha primeira viagem sozinha foi para fugir. Precisava de ar, precisava respirar novos ares, precisava caminhar sozinha e aprender a me virar.

Cheguei de madrugada em Medellín, meu primeiro destino, a rua do meu hostel era animada, bares e pessoas se divertindo. Entrei em um quarto cheio de mulheres desconhecidas já adormecidas. Não quis fazer barulho, apenas tirei o tênis e adormeci da mesma forma que cheguei. Acordei, olhei em volta e era um quarto simpático, pessoas que nunca vi na vida ainda dormiam em camas ao meu lado. Na hora o pensamento, “O que vim fazer aqui?”, “Quarenta dias, Raíssa? Você é mesmo maluca”. Ainda perdida nos meus pensamentos, uma menina na cama ao lado para e fica me olhando e começa a falar comigo em um espanhol bem diferente. “Desculpa, eu não te entendo”. Ela abre o sorriso e diz “Você não é daqui?”. Foi a minha primeira amiga na Colômbia. Sim, amiga, depois de um ano ainda nos falamos. Em Bogotá, no meu último destino, ela me recebeu em sua casa. Ela foi o primeiro contato que tive com esse povo tão afetuoso. Neste dia aprendi um pouco sobre cumplicidade feminina. O primeiro ensinamento de muitos dessa viagem.

Viajar sozinha me trouxe tantos aprendizados fundamentais, em pouco mais de um mês aprendi lições para a vida toda. Foram conhecimentos internos e externo. Por isso, ando aconselhando as minhas amigas a fazerem o mesmo. É uma verdadeira descoberta pessoal. Descobri que apesar de estar em um lugar aonde não conhecia ninguém, o que me deu a liberdade para fazer muitas coisas, eu sou fiel a minha essência. Sou fiel a quem eu sou. Há quem aproveite a oportunidade para ser outras pessoa, tentar ser outro alguém. Fazer coisas que não fariam no seu cotidiano. Não julgo. Tenho nada contra, são outras formas de si descobrir. Aprendi muito sobre energia, sim, energia. Comecei a acredita mais nisso, você atraí aquilo que emana. E graças a Deus, atraí só gente do bem. Um dos maiores aprendizados foi sobre o mundo e sua imensidão. Foi incrível conhecer tantas realidades diferentes, tantas culturas e pessoas. Cada uma carregando consigo costumes, tradições e histórias fantásticas. Foi libertador saber que no mundo há tantas pessoas interessantes, fazendo coisas interessantes e vivendo de tantas formas. Que o mundo é bem maior que o meu próprio “mundinho”, e que é possível ser o que a gente bem entender.

Entendi que estamos em constante evolução, e que dentro de mim há tantas, que ainda não defini de qual eu gosto mais. O caminho é longo, extenso, e que somente eu sou responsável por essa caminhada. É necessário se perder por aí, errar ruas de uma cidade desconhecida, aprender na marra a chegar aonde se deseja. Escolher o caminho que te deixa mais feliz, como aquele que tinha a vista para o mar. Resumindo: foi a melhor e mais desafiadora experiência da minha vida, até agora.

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Lembro exatamente da sensação, quando me despedi da minha mãe e irmã, e entrei na sala de embarque para espera a hora do meu voo. Não era medo, por incrível que pareça, nunca fui medrosa. Sempre acredito que tudo vai dar certo. É um tipo de otimismo maluco que tenho sobre a vida. E também […]

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5 maio 2015

edi3Faltam tantos post da viagem ainda, que daqui a pouco vai fazer uma ano que fui e não contei tudo para vocês. O que acontece é que são muitas fotos para selecionar e editar, e uma postagem como a de hoje -mil fotos vocês vão ver- acaba levando quase um dia inteiro. Mas vou deixar a preguiça de lado e agilizar o processo, afinal, falta o post mais querido de todos, do meu sonho de conhecer o parque do Harry Potter realizado.

Voltando o assunto de hoje, do dia que fomos passar o dia no Parque Alfred, foi um daqueles dias felizes, que você nem acredita que está em um lugar tão perfeito. Fica na cidade de Tallahassee mesmo, mas é bem longe, uns 40 minutos de ônibus da universidade. Mas valeu muito a pena, o lugar é incrível, de uma natureza impecável. Era a primeira vez da minha irmã no parque também, e ela ficou arrependida de não ter o visitado antes.

edi2 edi9O mais engraçado foi quando chegamos a pé, porque nos  Estados Unidos todo mundo tem carro, a mulher que estava na entrada do parque perguntou se íamos mesmo andando. Ela informou que o parque era grande e para chegar até o lago era longe. Na hora bateu um desanimo, mas fomos andando mesmo assim, afinal, não tínhamos outra opção. E americano realmente não anda a pé, porque depois de uns 20 minutos super agradáveis chegamos ao lago.
edi14edi15edi16Encontramos estas mesas de madeira, e fizemos um mini piquenique no meio da natureza e de muitos esquilos.
edi4 A história desse balão foi super engraçada, para quem não sabe eles são caríssimos aqui no Brasil, mas lá eles custam um dólar. A irmã sabe que adoro balões -não tive infância- e comprou esse para mim. E fiquei mesmo igual a criança, em quase todas as fotos eu estou com ele. rs
edi19 edi26 mont3 O lugar é tão bonito que muitos casamentos são realizados no parque. No dia,  vimos noivos que acabaram de confirmar os votos. Fiz uma foto deles, mas saiu muito tremida para postar. Uma pena!
edi6Olha esse lugar, perfeito para um  casamento com poucos convidados. Desejei muito que este parque fosse em BH, iria me casar nele com certeza.
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Empolgamos tanto com o cenário que até simulamos um casamento com um casal de amigos da irmã. Gravamos um vídeo que ficou hilário, eu era a mãe da noiva.
edi27   edi8  edi10 edi11edi5 edi12 edi13Foi um dia feliz e de muito frio que ficará guardado na memória!

Para quem perdeu alguma parte do Diário USA aqui:

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4

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Faltam tantos post da viagem ainda, que daqui a pouco vai fazer uma ano que fui e não contei tudo para vocês. O que acontece é que são muitas fotos para selecionar e editar, e uma postagem como a de hoje -mil fotos vocês vão ver- acaba levando quase um dia inteiro. Mas vou deixar […]

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