1 dezembro 2016

tumblr_lykxabbpwd1r1nv1go1_500_largeUma das melhores sensações do mundo. Não sei explicar em palavras o que senti, quando peguei o avião para o meu segundo destino sozinha. Estava feliz, pelas pessoas que conheci, por ter vencido minha primeira semana em um lugar totalmente desconhecido, pela oportunidade de estar indo para outra cidade, por estar mais segura de que tudo daria certo, feliz por ter coragem de viver aquilo e pela a vida ser incrível. Lembro-me de sentar na janela do avião e observava a cidade ficando cada vez menor, e um turbilhão de sentimentos se passava dentro de mim. Meus pais tinham uma vaga noção de onde eu estava, em algum avião em algum lugar do mundo, amigos e familiares estavam vivendo suas próprias vidas e eu estava ali, sozinha.  As duas cadeiras ao lado estavam vazias, mas eu me sentia completa e completamente bem. Como era bom estar longe de tudo e de todos, como a liberdade é algo indescritível. Como é necessário viajar para longe da sua própria vida de vez em quando.

Como a visão daquela pequena janela de avião estava me mostrando tanta coisa. Ali de cima percebi o quanto o mundo é grande e incrível, que ainda há tanto para ser vivido, ainda há tantas pessoas interessantes para conhecer.  Aquele momento, e tudo que se passava em mim, ficaram eternizados. Parece que amadureci alguns anos em poucos minutos. Ali eu entendi que é possível ser feliz sozinha, que não preciso ter medo da solidão, e que no fundo no fundo é a gente com a gente mesmo. Então precisamos ser uma boa companhia, mais do que isso, precisamos gostar da nossa própria companhia. E as pessoas ao nosso lado precisam vir só para somar, acrescentar e trazer o novo.

Escrevo sobre isso para me lembrar daquela sensação quando algo vai mal na vida. Saber que posso fazer e ser o que eu quiser, só depende de mim, da minha vontade de correr atrás e da minha coragem para enfrentar o novo. É possível viver sensações indescritíveis e aprender tanto sobre a vida apenas olhando mundo de outra ótica.

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Uma das melhores sensações do mundo. Não sei explicar em palavras o que senti, quando peguei o avião para o meu segundo destino sozinha. Estava feliz, pelas pessoas que conheci, por ter vencido minha primeira semana em um lugar totalmente desconhecido, pela oportunidade de estar indo para outra cidade, por estar mais segura de que […]

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10 novembro 2016

tumblr_static_tumblr_static_700tmb8em1c8w0wowo400sw4s_640Não devia gastar os meus versos com você. Muito menos o meu tempo, as minhas palavras e pensamentos. Mas hoje senti vontade de escrever especialmente para você. O responsável por bagunçar a minha vida e virá-la de cabeça para baixo. Em algumas das nossas conversas eu já te agradeci por isso. Sou grata, de verdade. Você me fez tomar decisões das quais precisava.

Algumas pessoas entram e saem da nossa vida tão rapidamente, que são como um verdadeiro furacão, passam e levam tudo consigo. Foi difícil me recuperar do baque que levei. Você me encontrou no momento em que estava tão distraída, não querendo muito da vida. Tudo era tão certo e estabilizado.  Sentimentos em ordem e aquela calmaria gostosa. A paz do amor tranquilo. E aí chega você, responsável pelo sorriso que me causa desconforto.

Lembro exatamente da primeira vez que sorriu para mim. Eu tão segura de mim mesma, dos meus sentimentos, fique deslocada, sem graça, sem jeito. Devia ser proibido fazer isso com alguém. Deviam te proibir de sorrir dessa forma para as pessoas. Esse sorriso que tanto quis para mim, mas que nunca foi meu de verdade. Tudo não passou de uma bela ilusão, da qual um dia você quis me convencer que tinha algum pingo de realidade. Para o meu bem, eu duvidei. Hoje você sorri em outros lugares, para outras pessoas. Eu também ando sorrindo por aí, para outros olhares, para novos amores. Dizem que depois de um forte furacão sempre há um lindo pôr do sol, e é nisso que começo a acreditar.

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Não devia gastar os meus versos com você. Muito menos o meu tempo, as minhas palavras e pensamentos. Mas hoje senti vontade de escrever especialmente para você. O responsável por bagunçar a minha vida e virá-la de cabeça para baixo. Em algumas das nossas conversas eu já te agradeci por isso. Sou grata, de verdade. […]

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1 novembro 2016

IMG_20160911_134050212Em uma roda de amigos discutíamos sobre os motivos que levam um relacionamento ao fim.  A primeira ideia que vem a mente das pessoas é ligar o término à traição, como se trair fosse o único motivo para duas pessoas se separarem. Eu já acredito que há um motivo muito maior e muito mais grave do que trair: o amor acabar. Sempre pensei que ele fosse infinito. Porém, ele é infinito apenas enquanto dura, o poeta acertou bem quando o definiu assim. Penso também que ele se transforma, não desaparece completamente. Fica o carinho, respeito, admiração, que também são formas de amor.

 Mas aquele amor do desejo de estar junto, de não se imaginar sem a pessoa na vida, morre. Tem prazo de duração. E o pior de tudo, não há uma explicação. Acontece.  De um dia para o outro, sem aviso prévio, você acorda e ele já se foi. Não está mais lá, aonde costumava habitar. É triste, doí na alma. Você busca razões e não as encontra. E então vem o pior sentimento de todos, a culpa.

Culpa por ter o deixado o amor ir sem ao menos notar a sua partida. Culpa por não amar mais.  Pergunto-me incansavelmente procurando uma resposta: Para onde ele foi?  Vejo-o representado em fotos, textos e recordações de forma tão intensa. Era tanto amor. O mesmo amor que nos fez ficar juntos por tanto tempo, sem nos informar, ele foi embora. Nem um bilhetinho deixou. Nem ao menos nos perguntou, se queríamos que ele ficasse para sempre.

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Em uma roda de amigos discutíamos sobre os motivos que levam um relacionamento ao fim.  A primeira ideia que vem a mente das pessoas é ligar o término à traição, como se trair fosse o único motivo para duas pessoas se separarem. Eu já acredito que há um motivo muito maior e muito mais grave […]

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28 setembro 2016

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Sinceridade é uma atitude linda. O mundo, com toda certeza, precisa de mais pessoas sinceras. Porém, em alguns momentos a sinceridade doí. Doí porque nunca estamos preparados para as verdades nuas e cruas. É aquele papo que “mentiras sinceras me interessam”. E no caso do amor, como interessam viu? Mentimos o tempo todo para nós mesmos. “Não gosto mais, já esqueci”, “Ah não estava tão afim”. É difícil usar a sinceridade contra o nosso próprio ego.  Assumir que ele preferiu a outra, que o sentimento não foi recíproco, doí. Não há nada que nos faça contornar tal situação, apenas aceitar.

Agora imagina com o outro? Sempre soltei minha verdade, muitas vezes, de forma imatura. Para machucar, ofender ou me ver por cima. “Sou sincera, me engula assim”. Hoje, a vida me ensinou a tomar mais cuidado, a usar a delicadeza em certas ocasiões onde a verdade precisa ser dita. Nada de enganar ninguém, mas jogar limpo. Mulheres gostam de serem bajuladas, homens gostam de sumir sem dar explicação.  E, às vezes, uma simples conversa, com a bela e velha dose de sinceridade, resolve muita coisa.

Um dia desses, uma pessoa que já conhecia algum tempo começou a curtir minhas fotos –paquera dos tempos modernos- e um dia me chamou para conversar. Papo agradável e interessante. Era nítido o seu interesse. Podia enrolar naquela conversa, ter alguém afim de você por perto sempre aumenta a autoestima, mas achei melhor ser sincera. Como adulto, ele entendeu. Agradeceu a minha sinceridade. Achei tão estranho a sua frase “obrigada por ser sincera”, deve ser que ela –a sinceridade- realmente esteja em falta nos jogos da conquista.

Outro dia, uma amiga me mandou uma mensagem, falando que estava pressentindo que o cara com que ela estava saindo estava distante. Uma hora depois, ela me manda o print da mensagem dele.  Ele foi direto, sincero e educado.  Tinha se apaixonado por outra. Mas sua mensagem foi tão sincera que não despertou raiva na tal amiga, apenas o entendimento. E ele ganhou o meu respeito. Como o menino que foi tão maduro a respeito da minha sinceridade.  Fiquei pensando por que todo mundo não pode ser assim?

Para quê enrolar, maltratar ou cozinhar alguém em banho maria?

Que sejamos mais sinceros sempre. Mesmo que a verdade machuque.

 

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Sinceridade é uma atitude linda. O mundo, com toda certeza, precisa de mais pessoas sinceras. Porém, em alguns momentos a sinceridade doí. Doí porque nunca estamos preparados para as verdades nuas e cruas. É aquele papo que “mentiras sinceras me interessam”. E no caso do amor, como interessam viu? Mentimos o tempo todo para nós […]

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20 setembro 2016

11139960_1036715819712876_9156647994640788850_nDiga sim para o inesperado, para o lugar novo, para um novo mundo ou uma nova amizade. Diga que topa experimentar uma nova comida, um passeio por aí, um novo estilo musical. Vá, sem pensar mesmo, apenas aceite os convites que a vida te faz. Até as pessoas mais desencanadas e descoladas costumam fazer sempre as mesmas coisas. É normal. Eu só peço que você diga sim.

Prove um novo sabor, mesmo que no cardápio tenha o seu preferido em promoção.  Tente pelo menos experimentar o novo, acredita em mim, ele pode ser fantástico. É um desafio dizer sim para aquilo que não nos agrada, ou para algo que seja muito diferente do que estamos acostumados. Saia da zona de conforto. Se permita mais. No mundo surgem novas ideias, sabores e sensações todos os dias. Quem sabe nessa você não descobre algo que te faça realmente feliz.

Diga sim para o que te faz sorrir. Não negue aquilo que te faz bem, vá e faça mais vezes. Temos a mania de deixar de lado até coisas que nos fazem bem. Não faça isso com você. Não deixe que a falta de companhia, falta de grana ou até mesmo o próprio desanimo te impeça de fazer. Diga sim para você mesmo. Para os seus convites e suas vontades. Mas também encontre espaço para acolher, para conhecer novos mundos através do outro , pois cada um carrega um mundo em si.

Que tal tentar? Diga que sim vai!

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Diga sim para o inesperado, para o lugar novo, para um novo mundo ou uma nova amizade. Diga que topa experimentar uma nova comida, um passeio por aí, um novo estilo musical. Vá, sem pensar mesmo, apenas aceite os convites que a vida te faz. Até as pessoas mais desencanadas e descoladas costumam fazer sempre […]

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13 setembro 2016

14287715_1248650195186103_2085084985_nNão imaginei que esse dia chegaria, um ano longe de você, um ano sem te ver. Escrevendo me soa estranho, falando, mais estranho ainda. Nesta mesma data no ano passado eu já não me lembrava quem era sem você. Mas a vida nos levou pra tão longe um do outro, que hoje mal consigo me lembrar do seu cheiro, só sei que gostava dele. Trazia-me conforto e uma sensação de paz, o mundo podia estar desmoronando, mas o seu peito era meu refugio. Sempre foi assim. A semana podia estar uma droga, mas sabia que no final de semana iria te ver e tudo ficaria bem.

E aqui estou, um ano longe de você e desta sensação. No momento precisando trabalhar, me concentrar, mas o pensamento não para. Acho que hoje é o dia do último ano que mais pensei em nós. Você sabe, eu sempre evitei pensar (conversar) sobre assuntos que não me fazem bem. Foi por isso que nunca quis contato, esse é o motivo das minhas respostas frias por whatsaap, eu precisava seguir e tentar de alguma forma apagar o que vivemos. Não para sempre, pois isso é quase impossível. Mas pelo tempo suficiente de conseguir pensar em nós sem pesares. Pesar pela nossa história, ela foi tão bonita, não é mesmo? Tinha respeito, tinha admiração de sobra, tinha paixão. História de amor como a nossa deveriam ser proibidas de acabar, mas acabam.

Talvez o tempo tenha sido o nosso pior inimigo. Os muitos anos pesaram sobre as nossas costas e não conseguimos suportar. Nada está ganho nesta vida meu amor. Nada é pra sempre também.  Minha vida clamava por mudanças. Precisava me encontrar, saber de verdade quem sou. Ainda estou neste caminho, o do autoconhecimento. E posso afirmar que ele será longo.

Esse ano longe de você não foi fácil. Foi complicado demais te tirar da vida, ainda é. É péssimo pegar o telefone e não ter alguém esperando notícias. Não ter alguém para deitar ao meu lado em silêncio, e o silêncio não incomodar, muito pelo contrário, trazer paz. Quem sabe daqui uns anos nós não entendemos tudo o que nos aconteceu. Talvez culpemos a nossa imaturidade, o nosso orgulho. Quem sabe daqui uns anos nós conseguiremos sentar em uma mesa de bar e dividir nossas vidas, sem sentimentos ou ressentimentos. Apenas como duas pessoas que possuem uma história tão bonita pra contar.

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Não imaginei que esse dia chegaria, um ano longe de você, um ano sem te ver. Escrevendo me soa estranho, falando, mais estranho ainda. Nesta mesma data no ano passado eu já não me lembrava quem era sem você. Mas a vida nos levou pra tão longe um do outro, que hoje mal consigo me […]

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8 setembro 2016

1917017_1062704357114022_2795866800621555362_nLembro exatamente da sensação, quando me despedi da minha mãe e irmã, e entrei na sala de embarque para espera a hora do meu voo. Não era medo, por incrível que pareça, nunca fui medrosa. Sempre acredito que tudo vai dar certo. É um tipo de otimismo maluco que tenho sobre a vida. E também se acontecesse qualquer problema, pegaria um voo de volta para casa. Mas era uma sensação nova, estranha. Era eu com minha própria companhia por quarenta dias. Não conhecia ninguém no país de destino, aliás, não conhecia quase nada sobre o lugar escolhido. Foi um momento de insanidade, comprar uma passagem com apenas 15 dias de antecedência. Por outro lado, nunca fui uma pessoa planejada. Apenas vivo. Não sabia muito o que esperar e nem criei muitas expectativas, apenas fui. Ao entrar naquele avião , a sensação era um misto de curiosidade, ansiedade e liberdade. Minha vida sempre teve gente demais, nunca fui sozinha. Confesso que até tinha até certo medo da solidão. Mas naquele momento de fuga, sim fuga, minha primeira viagem sozinha foi para fugir. Precisava de ar, precisava respirar novos ares, precisava caminhar sozinha e aprender a me virar.

Cheguei de madrugada em Medellín, meu primeiro destino, a rua do meu hostel era animada, bares e pessoas se divertindo. Entrei em um quarto cheio de mulheres desconhecidas já adormecidas. Não quis fazer barulho, apenas tirei o tênis e adormeci da mesma forma que cheguei. Acordei, olhei em volta e era um quarto simpático, pessoas que nunca vi na vida ainda dormiam em camas ao meu lado. Na hora o pensamento, “O que vim fazer aqui?”, “Quarenta dias, Raíssa? Você é mesmo maluca”. Ainda perdida nos meus pensamentos, uma menina na cama ao lado para e fica me olhando e começa a falar comigo em um espanhol bem diferente. “Desculpa, eu não te entendo”. Ela abre o sorriso e diz “Você não é daqui?”. Foi a minha primeira amiga na Colômbia. Sim, amiga, depois de um ano ainda nos falamos. Em Bogotá, no meu último destino, ela me recebeu em sua casa. Ela foi o primeiro contato que tive com esse povo tão afetuoso. Neste dia aprendi um pouco sobre cumplicidade feminina. O primeiro ensinamento de muitos dessa viagem.

Viajar sozinha me trouxe tantos aprendizados fundamentais, em pouco mais de um mês aprendi lições para a vida toda. Foram conhecimentos internos e externo. Por isso, ando aconselhando as minhas amigas a fazerem o mesmo. É uma verdadeira descoberta pessoal. Descobri que apesar de estar em um lugar aonde não conhecia ninguém, o que me deu a liberdade para fazer muitas coisas, eu sou fiel a minha essência. Sou fiel a quem eu sou. Há quem aproveite a oportunidade para ser outras pessoa, tentar ser outro alguém. Fazer coisas que não fariam no seu cotidiano. Não julgo. Tenho nada contra, são outras formas de si descobrir. Aprendi muito sobre energia, sim, energia. Comecei a acredita mais nisso, você atraí aquilo que emana. E graças a Deus, atraí só gente do bem. Um dos maiores aprendizados foi sobre o mundo e sua imensidão. Foi incrível conhecer tantas realidades diferentes, tantas culturas e pessoas. Cada uma carregando consigo costumes, tradições e histórias fantásticas. Foi libertador saber que no mundo há tantas pessoas interessantes, fazendo coisas interessantes e vivendo de tantas formas. Que o mundo é bem maior que o meu próprio “mundinho”, e que é possível ser o que a gente bem entender.

Entendi que estamos em constante evolução, e que dentro de mim há tantas, que ainda não defini de qual eu gosto mais. O caminho é longo, extenso, e que somente eu sou responsável por essa caminhada. É necessário se perder por aí, errar ruas de uma cidade desconhecida, aprender na marra a chegar aonde se deseja. Escolher o caminho que te deixa mais feliz, como aquele que tinha a vista para o mar. Resumindo: foi a melhor e mais desafiadora experiência da minha vida, até agora.

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Lembro exatamente da sensação, quando me despedi da minha mãe e irmã, e entrei na sala de embarque para espera a hora do meu voo. Não era medo, por incrível que pareça, nunca fui medrosa. Sempre acredito que tudo vai dar certo. É um tipo de otimismo maluco que tenho sobre a vida. E também […]

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6 setembro 2016

13062839_1017878424959384_441518796_oTem mais de um ano que abandonei este espaço, e como senti falta viu?  Neste último ano muita coisa aconteceu e, por diversas vezes, queria ter corrido para cá para compartilhar meus sentimentos e histórias. São tantas ideias, informações e casos, que eu precisava voltar.

Ando sem tempo, como sempre, nada mudou.  Agora trabalho como produtora de conteúdo para diversos blogs e empresas. Escrevo o dia todo, e voltar com o blog é escrever mais. Porém, sempre disse que escrever sem obrigação, só para botar para fora mesmo, é melhor que terapia. Durante este último ano, eu escrevi muito, só para mim.

Outro motivo também foi a vontade de eternizar as minhas viagens. Elas já são eternas em fotografias e memórias, mas escrever sobre elas, além de guardar detalhes, compartilho informações com outras pessoas. Fiz um mochilão de 40 dias pela Colômbia no ano passado, o que gerou muita curiosidade e vários amigos vieram me pedir dicas. E como a paixão por viajar (seja sozinha ou com a família, ficando em hotel ou em hostel) é tão latente ultimamente, este blog será quase um blog de viagens. QUASE.

Ainda não viajo o tanto quanto gostaria para falar somente do assunto, mas tento, pelo menos, economizar para conhecer um novo país por ano.  Este ano ainda não sei se esse plano dará certo, pois andei gastando mais do que devia, mas tudo pode acontecer! rs

A vida é imprevisível, e eu particularmente, gosto dela assim.  Também quero divulgar os meus textos sobre a vida, esses que escrevo para desabafar, quando as palavras já não cabem em mim.

A dinâmica aqui será a seguinte, toda terça entra um texto, sobre o assunto que estiver a fim de escrever, e toda quinta entra um post de viagens. Que tal?

Ah de vez em quando entra um sobre o cotidiano ou sobre alguma coisa interessante que eu vi pela internet ou de lugares novos que eu conheci em BH. Esses vão entrar em ordem aleatória por aqui.

É isso, espero que gostem dessa nova versão do blog.

Um beijo e um queijo para vocês

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Tem mais de um ano que abandonei este espaço, e como senti falta viu?  Neste último ano muita coisa aconteceu e, por diversas vezes, queria ter corrido para cá para compartilhar meus sentimentos e histórias. São tantas ideias, informações e casos, que eu precisava voltar. Ando sem tempo, como sempre, nada mudou.  Agora trabalho como […]

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9 abril 2015

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Quem nunca ouviu essa frase alguma vez na vida hein? Já falei diversas vezes para minha irmã “Você quer abraçar o mundo!”. Ela é assim, tenta fazer mil coisas ao menos tempo, e no final fica esgotada e decepcionada por não ter dado conta de tudo. Mas acredito sinceramente que esse é um mau da nossa geração, todo mundo sofre de uma ansiedade maluca. Queremos tudo para ontem, ter conquistas rápidas, ver os resultados dos nossos esforços da noite para o dia. Mesmo sabendo, no fundo da nossa consciência, que a vida não se desenrola desta forma. E a internet faz tudo piorar, acordamos e já vemos milhares de pessoas que pularam da cama e que estão fazendo a vida acontecer. E ai, você pensa: “Meu Deus, eu ainda estou de pijamas”. Dá um desespero na alma, uma vontade de correr. Mas correr para onde?

E fica aquela sensação que você nunca está vivendo a vida como gostaria. Que está perdendo alguma coisa, mesmo que você não saiba o que é. E na busca insana de encontrar um caminho, um lugar ao sol, acabamos nos perdemos. Nossa ação é querer fazer tudo ao mesmo tempo, para que isto dê algum sentindo à vida, e acabamos trocando as mãos pelos pés. Um exemplo foi quando formei e ainda não estava trabalhando, e a maioria dos meus colegas já estava fazendo uma pós-graduação. O meu pensamento era: “Não posso ficar parada, tenho que fazer uma pós”. Mas por que isso gente? Eu ainda nem sabia que área dentro do jornalismo iria atuar. Só que aquela sensação de estarmos perdendo algo, aparece. E é ela que nos faz embolar todo o meio de campo viu?!

Minha conclusão é quem quer fazer tudo, acaba não fazendo nada.  E, apesar desta minha afirmação, no momento o meu desejo é viajar o mundo, abrir uma empresa e ter um emprego fixo. De qual eu irei abrir mão, ainda não sei. O jeito é respirar fundo, esperar o barco ancorar e a vida se ajeitar.

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Quem nunca ouviu essa frase alguma vez na vida hein? Já falei diversas vezes para minha irmã “Você quer abraçar o mundo!”. Ela é assim, tenta fazer mil coisas ao menos tempo, e no final fica esgotada e decepcionada por não ter dado conta de tudo. Mas acredito sinceramente que esse é um mau da […]

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3 março 2015
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Lendo o blog Feliz com vida da Fê Neute, que aborda um tema muito importante para a vida: A felicidade. Esse é um assunto que sempre mexeu muito comigo. Desde pequena tenho muito curiosidade sobre as pessoas, em tentar ver além do que mostra as aparências. E constantemente me pergunto se tal pessoa é realmente feliz. Só que felicidade é muito subjetiva. Ela se apresenta de inúmeras formas. Há pessoas que são felizes quando acumulam bens, há quem encontre a felicidade nas ocasiões mais simples da vida.

E eu pergunto a você, o que te faz realmente feliz?

Será que temos a plena consciência do que nos faz bem? Acredito que a felicidade está ligada muito ao autoconhecimento. Ás vezes, pesamos que nossa felicidade esteja em determinada direção. Então, precisamos passar por todo o processo para saber que no fundo seriamos mais felizes se tivéssemos escolhido outro caminho. É, por isso, que muitas pessoas largam carreiras bem sucedidas para se aventura em algo novo. Quem vê de fora julga ser loucura, mas para mim, loucura maior é quem reclama o tempo todo da vida que tem. E, sinceramente, nunca vou entender esse tipo de pessoa. Tenho muitos amigos assim. Você, com certeza, deve conhecer muitas pessoas que são desta forma.

Sim, entendo que há quem não tenha escolha, mas muita gente tem. Somos nós que escolhemos o que queremos ser e onde queremos chegar. É fácil? Não, não é. Mas o mundo é cheio de oportunidades incríveis. Só precisamos sair da nossa zona de conforto. E essa coragem, infelizmente, é para poucos.

Lembro-me muito bem quando fui morar em São Paulo, em busca de ser uma jornalista reconhecida. Esse era o meu plano para ser feliz. Ter uma carreira bem sucedida e ser alguém importante neste mundo de meu Deus. Tive que viver essa experiência para entender que não era bem isso que iria, realmente, me fazer feliz. Descobri que uma vida mais simples e com as pessoas que amo por perto, era o que me fazia bem de verdade.

Mas tudo é uma construção, uma busca interna e sincera. Digo sincera porque, muitas vezes, escolhemos modelos prontos de felicidade. Caminhos que o mundo nos apresenta, como, por exemplo, ganhar muito dinheiro, morar numa bela casa e dirigir o último lançamento automobilístico. Sim, isto é a plena felicidade para uns. Mas conheço pessoas que possuem dinheiro para rasgar, e não são felizes. Então como você explica isso?

Escrevo este texto para te fazer pensar, pois quase nunca paramos para pensar na nossa real felicidade. Vamos seguindo padrões impostos, e acreditando que não há outras opções de vida. Meu conselho é, seguindo um caminho clichê ou fora do comum, busque o seu bem estar. Busque aquele lugar no mundo onde você sinta que é seu.

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Dream On Art Print by Christian Schloe Lendo o blog Feliz com vida da Fê Neute, que aborda um tema muito importante para a vida: A felicidade. Esse é um assunto que sempre mexeu muito comigo. Desde pequena tenho muito curiosidade sobre as pessoas, em tentar ver além do que mostra as aparências. E constantemente […]

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