16 setembro 2014

raJá contei  por aqui que trabalhei em um programa de decoração como produtora e acabei me apaixonando por decoração. Meu maior sonho é ter meu apartamento decorado do meu jeitinho. O difícil vai ser decidir como será essa decoração, pois tenho tantas ideias. Uma coisa certeira que ganha meu coração, é decoração criativa e customizada. E por esse motivo gosto tanto do evento Morar Mais Por Menos. Já falei do evento (aqui). A ideia da mostra é exatamente essa, mostrar o chique que cabe no bolso. Este ano eu fui ao coquetel de inauguração para a imprensa, uma noite em que estão presentes todos os profissionais, onde você pode conversar com eles um pouco sobre cada espaço. O que me chamou atenção em diversos ambientes foram as luminárias, gente quanta criatividade viu? Separei algumas ideias incríveis para mostrar para vocês.
cola 1 1 Dá par acreditar que essa luminária foi feita com uma roda de bicicleta? A roda foi usada na base para a renda que foi colocada, na ponta miçangas foram bordadas. Este ambiente foi feito por AnaLu Guimarães, da Na Lupa Design. cola 22Ficou super criativa esse lustre de rolhas de vinho, não deve ser uma coisa tão simples de se fazer, mas fica aqui de inspiração para quem quiser tentar. Este ambiente foi feito por Rosane Guedes.

cola 33 Essa foi umas da que mais gostei e faria na minha casa, são garrafas de vinho cortadas ao meio e revestidas de folha de cobre. Para deixar o lustre ainda mais charmoso, colocaram lâmpada  somente nas duas garrafas do meio, o que dá aquele efeito de luz direcionada. Este ambiente foi feito por  Alex Meneses e Valdejane Portugal.
cola 44De cara já gostei desse quarto de bebê que sai totalmente do tradicional. É lá que está o coração com luzinhas da minha foto. O lustre de centro de pães ficou bacana demais não acham? Nunca teria pensado nisso. Este ambiente foi feito por Alessandra Fantoni e Juliana Fantoni.

*Todas as fotos de ambiente inteiros foram feitos por Gustavo Xavier (gustavoxaviera.com.br)

Para quem quiser visitar a mostra, ainda da tempo. Ela fica em exposição até dia 5 de Outubro.

Local Av. Celso Porfírio Machado, 1481 Belvedere, Belo Horizonte – MG Horário de funcionamento 4ª a 6ª, das 16h às 22h Sábado, das 13h às 22h/feriado Domingo e feriado, das 13h às 19h

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Já contei  por aqui que trabalhei em um programa de decoração como produtora e acabei me apaixonando por decoração. Meu maior sonho é ter meu apartamento decorado do meu jeitinho. O difícil vai ser decidir como será essa decoração, pois tenho tantas ideias. Uma coisa certeira que ganha meu coração, é decoração criativa e customizada. […]

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27 agosto 2014

10391408_513915062064515_5290597430361010086_nMeu aniversário caiu em uma segunda-feira, o dia que mais amo na semana. #sóquenãomesmo Odeio segunda, morro de preguiça na segunda, não vou à academia na segunda, e é o dia que mais demora a passar.  O lado bom é que só daqui alguns anos meu aniversário cai em uma segunda novamente \o/. E ai como não ia comemorar de verdade em uma segunda, sai para jantar com o namorado.  Eu ganhei o livro do Duo Gourmet, que é um livro de cupons com diversos restaurantes da cidade, que possui a promoção de escolher um prato e ganhar outro. A ideia é beneficente, quem adquire o livro está ajudando a ações sociais, e de quebra ganha outro prato. Bom demais!
10423701_535194186603269_6900207419005947814_nEscolhemos entre as opções de restaurantes que abriam na segunda-feira, e escolhemos o Patuscada.  Achei o nome engraçado, mas o significado é bem bacana. É uma expressão portuguesa que significa “encontro de amigos para comer e beber bem”. O lugar é bem aconchegante, a decoração é clean com uma pegada mais sofisticada. O restuarante é especializado em gastronomia internacional, então a variedade de pratos é grande.  Há opções de carnes, peixes, massas e risotos.  Fomos super bem tratados pela pessoa que nos serviu, ele nos ajudou a escolher os pratos e depois veio à mesa perguntar se tínhamos aprovado a escolha.
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O meu prato estava uma delicia era um Nhoque trufado com isca de filete ($ 50), e o prato do namorado foi Risoto de funghi ($ 45), que estava maravilhosamente bom também. A quantidade da comida para nós foi o suficiente, até porque não estávamos com tanta fome. Mas para quem come muito ou está com muita fome, a quantidade pode ser pequena.

Eu não gosto de lugares super pomposos, me sinto meio tolhida, já que adoro falar e rir alto e fazer muitas fotos. #naosouchique Porém, voltaria no Patuscada, o preço é ok devido à qualidade da comida e o atendimento. Quero ir almoçar lá um dia, entrada, prato principal e sobremesa, sai por 45 reais.
10153008_548288905293797_6390440692709029225_nSó tenho uma reclamação, que não é diretamente ao Patuscada, mas a todos os restaurantes que oferecem o couvert. Antes de fazermos os pedidos chega uma cestinha de pães quentinhos com patês, estava uma delicia, mas eles cobram por isso. Acho um absurdo cobrarem por uma coisa que a gente não pediu. Podiam antes perguntar se vamos ou não querer né?

Endereço: Avenida Bernardo Monteiro, 1548 – Funcionários
Belo Horizonte

Telefone: (31) 3213-9296

*As fotos são do facebook do restaurante (aqui).

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Meu aniversário caiu em uma segunda-feira, o dia que mais amo na semana. #sóquenãomesmo Odeio segunda, morro de preguiça na segunda, não vou à academia na segunda, e é o dia que mais demora a passar.  O lado bom é que só daqui alguns anos meu aniversário cai em uma segunda novamente \o/. E ai […]

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22 agosto 2014

tumblr_lqyevenTVZ1qfpcnio1_500_largeConheço diversas pessoas que não gostam de comemorar um novo ano de vida, eu pelo contrário, sempre amei. Aguardava os dias ansiosamente, contava os minutinhos para dar meia noite e o dia 18 de Agosto chegar logo. Mas ano passado já foi diferente, abri mão do meu dia para fazer a despedida da minha irmã, era o único dia que dava. Pensei que estava triste demais com a sua partida para comemorar.  Só que este ano a tal empolgação também não veio, só apareceu uma crise monstruosa: “vou fazer 26 anos e o que eu tenho na vida? Nada”. Bateu muito desespero, coisa que nunca tinha me acontecido. Vontade de sair correndo, mas para onde? Onde meu Deus? Contei para todas as minhas amigas, precisava muito desabafar. E percebi uma coisa muito importante, esse é o mau da minha geração. Esse é o mau dos quase trinta.  A imensa vontade de querer a vida em ordem para ontem. Não esperamos a vida acontecer, existe uma ansiedade que consome a todos o tempo todo. Acredito que esse pensamento seja devido à comparação que fazemos com os nossos pais. Na minha idade minha mãe já estava casada e já tinha duas filhas, e eu ainda não sei nem cuidar de mim. Vivo em uma correria frenética, não tenho tempo de arrumar meu quarto, como vou ter tempo de sustentar uma casa, ter um marido e filhos? Pensamento desesperador dois.

A questão não é só a falta de grana, é, também, a falta de tempo. E tempo é uma coisa que a minha geração também não tem, todo mundo sempre está muito ocupado. Ás vezes, penso que nós é que não sabemos organizar o nosso tempo ou não sabemos dar prioridade para as coisas certas. A minha crise passou por causa de uma conversa com meu pai. Ele percebeu o meu desanimo e jogou umas verdades na minha cara. Apontou todas as coisas boas que já me aconteceram, tudo que eu já conquistei sozinha. Parei para refletir, ele tinha razão. Pai sempre tem razão. Acredito que mesmo um dia casada, com meu apartamento e meus filhos, ainda vou continuar querendo mais da vida. Porque nós sempre vamos querer mais. E isso não é de todo ruim.  Isso é sopro da vida, é o que faz tudo aqui dentro se remexer. É o que faz a gente ter um comichão e correr atrás. É o que faz a gente fazer planos e sonhar. Não digo que a ansiedade passou, mas a vontade de abraçar o mundo está sob controle, por um tempo, é claro.

E se não há nada a fazer, o melhor sempre é celebrar a vida.

 

 

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Conheço diversas pessoas que não gostam de comemorar um novo ano de vida, eu pelo contrário, sempre amei. Aguardava os dias ansiosamente, contava os minutinhos para dar meia noite e o dia 18 de Agosto chegar logo. Mas ano passado já foi diferente, abri mão do meu dia para fazer a despedida da minha irmã, […]

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14 agosto 2014

imageSe em uma semana eu posto uma receita super light, na outra posto um super brigadeirão. Mas a vida deve ser feita de equilíbrio. Apesar de “tentar” me alimentar o mais light possível e mudar os meus hábitos, a vida merece um doce de vez em quando. Então qual seria a graça de viver? rs quanto drama!

Quando tem uma data comemorativa aqui em casa eu já fico toda animada para preparar o menu, e fazer um prato especial. Como foi dia dois pais, resolvi testar umas receitas novas, morrendo de medo de tudo dar errado. rs  Ainda mais que iria cozinhar para duas pessoas, meu pai e minha mãe, mas tivemos um encontro de família e minha mãe saiu convidando todo mundo para o almoço. Resultado: Tive que madrugar no domingo para dar tempo de cozinhar para tanta gente. Mas no final tudo deu certo e os pratos foram um sucesso. Queria postar o meu bolo de carne aqui, mas as fotos feitas pelo celular não ficaram boas.

Peguei essa receita na internet, não lembro o site, mas a sobremesa foi um sucesso. Fiz duas receitas e rendeu bastante, e ainda é super rápido e fácil de fazer. Ela é boa também para quem acha brigadeiro muito doce, o sabor do brigadeirão é mais suave. Sendo assim você come mais também. rsrs
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Ingredientes:

1 Lata de leite Condensado

1 Caixa de Creme de Leite

3 ovos

8 colheres de Achocolatado

1 Colher de Manteiga

Modo de Preparo:

Coloque tudo no liquidificador e bata. Unte uma vasilha e despeje a mistura. Leve ao forno por 30 minutos ou ao microondas por 10 minutos. Deixe na geladeira para esfriar e enfeite com granulado por cima.

Simples né? E delicioso, façam e vão se surpreender com o sabor. Meu primo disse que parece petit gateau, então comer com uma bola de creme deve ficar bom demais também!

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Se em uma semana eu posto uma receita super light, na outra posto um super brigadeirão. Mas a vida deve ser feita de equilíbrio. Apesar de “tentar” me alimentar o mais light possível e mudar os meus hábitos, a vida merece um doce de vez em quando. Então qual seria a graça de viver? rs […]

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5 agosto 2014

No mês de julho teve Copa, mas também teve muita festa julina. Não sei como não enjoei, foram três finais de semanas seguidos. Mas tenho um amor enorme por esse tipo de festa, adoro me vestir de jeca, fazer as pintinhas no rosto, dançar quadrilha e comer muita canjica. rs O clima das festas julinas/ juninas são tão coloridos e animados, que não tem como não se sentir feliz. Tudo bem, muita gente deve achar esse meu relato exagerado, mas eu realmente sou uma pessoa animada nesta época do ano. E este ano teve tanta festa, que queria compartilha com vocês algumas fotos.

As primeiras fotos são lá do sitio, fizemos uma festa julina da família. Veio até uma prima que mora no Cuiabá para a festança na roça. Muito animada né? Gostar de festa é uma coisa de família. Estava frio demais e fizemos uma fogueira, aproveitei a iluminação e fiz alguns cliques. As fotos pulando a fogueira foram divertidíssimas de fazer, já imaginou a cena? rs

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No outro final de semana aconteceu a festa da igreja, onde fui a responsável pela barraquinha do cachorro-quente e do milho. Ralamos demais, mas tudo deu certo no final e foi muito recompensador. Fotos felizes com meus pais e meus primos.

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E no último fim de semana de julho aconteceu a festa julina da minha turma de jornalismo. Já formamos há dois anos e sempre organizamos uma festa nesta época.  Tudo devido a uma amiga que é super empolgada com os preparativos e faz tudo com muito amor. É sempre bom ter alguém assim na turma, ela realmente une a galera. Foi uma ótima oportunidade de matar a saudades das amigas. image

O mês de julho passou e agora tem festa só o ano que vem. #chatiada

Mas que venha Agosto, que é um mês de muita empolgação devido ao meu aniversário, mas posso confessar, já tem uns dois anos que não fico tão empolgada em comemorar uma nova primavera. Isso deve ser crise  por estar chegando aos 30. #mesentindovelha rs

Mas ainda quero pular muita fogueira na minha vida. rs

Beijo, beijo para vocês!

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No mês de julho teve Copa, mas também teve muita festa julina. Não sei como não enjoei, foram três finais de semanas seguidos. Mas tenho um amor enorme por esse tipo de festa, adoro me vestir de jeca, fazer as pintinhas no rosto, dançar quadrilha e comer muita canjica. rs O clima das festas julinas/ […]

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3 agosto 2014

photo1 Estou quase virando o hulk de tanto tomar esse caldo. Ele é uma delicia e quase não tem calórias, então pode se jogar de verdade. A receita foi meio que invenção da minha mãe. Ela está tentando emagrecer e foi a sua nutricionista quem passou a receita original. Que leva cenoura e não contém alho-poró e couve. Mamãe adaptou a receita e foi uma grande surpresa. Na imagem não parece muito apetitoso, pois é um caldo verde, mas o sabor garanto que é bom.

Ingredientes:

1 Chuchu 1 Abobrinha ( aquela verde) 1 Cebola 1 Colher de sobremesa de manteiga light 3 Folhas de Couve Alho-poró a gosto (Pode ser mais, depende do seu gosto) Temperar com alho e sal Cebolinha e salsinha

Modo de preparo: 

Cozinhe o chuchu e abobrinha na água ou no vapor. Depois de cozidos descasque e bata os dois legumes no liquidificador. Em uma panela, coloque a colher de sobremesa de manteiga e frite o tempero ( alho e sal) , a cebola  e o alho-poró. Acrescente na panela o caldo batido no liquidificador e deixe ferver. Quando estiver fervendo coloque as folhas de couve rasgadas em pedaços. O Caldo está pronto! Sirva com cebolinha e salsinha.

Eu gosto de picar ainda pedacinhos de queijo minas e colocar no meio, fica bomm! É uma boa pedida para esse frio, super fácil e super light. photo2Se alguém animar de fazer, me conta se gostou!

Beijos, beijos

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 Estou quase virando o hulk de tanto tomar esse caldo. Ele é uma delicia e quase não tem calórias, então pode se jogar de verdade. A receita foi meio que invenção da minha mãe. Ela está tentando emagrecer e foi a sua nutricionista quem passou a receita original. Que leva cenoura e não contém alho-poró […]

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1 agosto 2014

Imagens_tumblr_-_Canecas20120412-tumblr_m0ijktwgfn1qazod8o1_500_largeVocê não sabe que eu sei, mas eu sei muito mais coisas sobre você do que você possa imaginar. Sei que você não gosta de planejar o futuro com medo de me desapontar, pois me conhece muito bem para entender o quanto sou sonhadora e que meus pés nunca estão pisando o chão. Você é, e sempre será o meu equilíbrio, a parte da ordem e do juízo que me faltam.  Sei da sua vontade de me dar o mundo, os nossos filhos, a nossa casa. Sei das coisas que você não fala verbalmente, mas fala com o olhar. Os mesmos olhos pelos quais me apaixonei tempos atrás, em um passado tão distante, e que ainda hoje me encanto por eles. São azuis ou verdes? Sempre fico na dúvida quando eu os observo e você ri. Ri sem graça de tantas vezes que já escutou essa mesma dúvida, e não entende como ainda tenho coragem de repetir.

 Mas eu gosto de te analisar, acho que sei de cor cada pedacinho seu, cada detalhe, cada nova marca que aparece em sua pele. Mas sei que também que sou observada enquanto durmo, já cansei de abrir os olhos e ver você me olhando. E são nesses momentos que me sinto amada de verdade. São nos detalhes, nos pequenos acontecimentos do nosso dia a dia. Na sua preocupação se eu vou sentir frio quando saímos de casa, nos copos de água que você me manda beber, nos beijos na minha bochecha quando eu já estou dormindo, pois beijo na bochecha para mim reapresenta tanta coisa. Amor, cuidado, respeito. Então não se preocupe em me dar o mundo, pois a minha felicidade é bem barata, meu sorriso é frouxo e meu amor é seu.

Escrevi este texto há um tempo, era para ter sido publicado ontem, mas não consegui. É uma homenagem atrasada pelo aniversário do namorado. 🙂 

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Você não sabe que eu sei, mas eu sei muito mais coisas sobre você do que você possa imaginar. Sei que você não gosta de planejar o futuro com medo de me desapontar, pois me conhece muito bem para entender o quanto sou sonhadora e que meus pés nunca estão pisando o chão. Você é, […]

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29 julho 2014

Imaginem uma pessoa fofa, linda e muito simpática, assim é Fernanda Mello. Já conhecia o seu trabalho há tempos, devido ao fanatismo da minha irmã pelo Jota Quest. Para quem não sabe Fernanda é autora de diversas músicas da banda. Uma das minhas músicas preferidas “O que também não entendo” é dela.   Adoro  suas frases românticas, mas fortes ao mesmo tempo.  Fiquei ansiosa por essa entrevista, tinha tanta coisa para perguntar. É diferente quando vamos entrevistar alguém que já conhecemos e admiramos o trabalho. Marcamos em um café, um lugar super charmoso, onde a conversa rolou solta. Fernanda é animada e ama o que faz.

Para quem quer conhecer mais o blog dela (aqui).

A entrevista foi publicada em Fevereiro de 2014 no Jornal UrBHano. Curte a página lá (aqui).

Todas as fotografias são de autoria de Cinthya Pernes (aqui).

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Entre Letras e Poesia

Fernanda Mello é natural de Belo Horizonte, formada em Publicidade e Propaganda pela PUC Minas, exerceu por pouco tempo a profissão, pois a sua grande paixão sempre foi escrever. Nasceu em uma família que adorava literatura e poesia. Sempre incentivada pelo avô, que comprava para a neta diversos livros e submergia no mundo das palavras. Fernanda ficou conhecida depois que uma carta de amor virou música de sucesso pela banda mineira Jota Quest. Após o lançamento ela tornou-se compositora de diversas bandas, como Tianastácia, Wanessa Camargo, Kadu Vianna, entre outros.  Ao todo, são mais de 30 músicas gravadas, incluindo sucessos como: “Só hoje, “O que eu também não entendo”, “Mais uma vez”.

O blog de Fernanda, Coração na Boca, lugar onde escreve sobre amor e relacionamentos, possui mais de 80 mil seguidores. Suas frases pela internet são compartilhadas e curtidas milhares de vezes.  Em 2009, lançou seu livro de crônicas, “Princesa de Rua”, tendo sua primeira edição esgotada em pouco mais de um ano. Em 2011, Fernanda criou um novo formato para seus textos: as “Crônicas digitais”, tendo cem mil acessos no primeiro mês, com o título “Amar é punk”. Em 2013, lança o seu primeiro livro infantil “O menino que queria abraçar o mundo”, dedicado ao seu avô. Hoje, Fernanda trabalha como jornalista e revisora e se prepara para lançar novos livros.

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1-Como foi a sua infância? Você sempre gostou de escrever?

Na verdade eu sempre gostei muito de escrever, e tudo isso começou no primário. Fiz uma redação para o colégio e ela foi parar em um livrinho, era sobre o país e chamava “Brasil mostra a sua cara”. Eu fiquei super feliz e minha família me incentivou muito. Lá em casa todo mundo sempre leu muito, eu vivia no meio de livros. O meu avô recitava poesias pela casa, sempre tive esse hábito, sempre gostei muito de poesias por causa do meu avô. A minha brincadeira preferida na infância também era colocar as bonecas sentadas e eu ler para elas os livros que meu avô me dava.  Quando formei no colégio, queria escolher uma profissão na qual eu escrevesse e fiquei na dúvida entre publicidade e jornalismo, queria trabalhar com redação. Hoje, penso que deveria ter feito letras, mas acabei me formando em publicidade e trabalhando pouco na área. Porém, sempre trabalhei escrevendo, mas morria de vergonha de mostrar os meus textos para os outros. Pensava que se os outros lessem os meus textos estariam lendo os meus sentimentos. Foi então que surgiram os blogs e as plataformas virtuais. Eu tinha muita coisa escrita em um caderno aqui em outro ali, meus amigos me deram a ideia de colocar tudo em um blog. Seria uma forma de organizar tudo, comecei a fazer, mas não divulgava. Foi quando em 2003 comecei a escrever músicas.

2-Mas como você virou compositora?

Começou com a letra que escrevi para o Jota Quest, que na verdade não era uma letra, era uma carta de amor. Escrevi para dizer o que eu estava sentindo, e quando a música foi gravada, fiquei com muito medo e assustada de todo mundo saber o que eu estava sentindo. Mas quando eu fui ao show e vi o público cantado, foi uma sensação de comunhão com as pessoas, saber que muitas sentem o que estou sentindo. Pensei que não precisava ter vergonha, isso foi o que me ajudou a não ter vergonha de mostrar o meu trabalho. A música “O que eu também não entendo” era uma carta e virou uma canção, as outras já foram planejadas para virar música mesmo. E hoje, já não tenho vergonha, acho uma coisa ótima.
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3-Hoje você também escreve para outros artistas?

Eu continuei escrevendo para o Jota Quest, outras pessoas gostaram das músicas e me pediram para fazer também, até que fui contratada pela BMG Universal do Rio como letrista. Fiz músicas para Wanessa Camargo, versões para Negra Li, para o Tianastácia, Código B, entre outros. É muito louco escrever música, porque eles me mandam a melodia com a métrica e eu tento encaixar as palavras, mas não gosto de fazer assim, me limita muito. Gosto de mandar a letra e eles encaixarem a melodia. É louco, porque você com um pedaço de papel escreve uma letra de música e de repente vira um sucesso. Todo mundo escutando e cantando.

4-De onde surge tanta inspiração?

No começo escrevia muito sobre mim, sobre o que estava sentindo. Mas o que me inspira mesmo é o dia a dia, os momentos de alegria, tristeza, alguma coisa que me marcou muito. Sou muito intensa, queria ser menos viu? Escrever é uma coisa que me equilibra. Um dia escuto um caso de alguém me contando sobre alguma desilusão e a emoção daquela pessoa falando eu pego emprestado para mim e isso vira um texto. Hoje, tem muita coisa que são de outras pessoas e algumas coisas são minhas.
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5-Você escreve muito sobre o amor. Por quê?

É um tema que gosto muito mesmo, falar sobre o amor é muito bom. O amor move todo mundo, às vezes, escrevo uma pequena frase e aquilo gera uma grande repercussão. Outro dia escrevi uma sobre ex-namorado e nunca tive tanta curtida. Nós buscamos tanta coisa na vida, mas o amor está sempre no meio delas. Escrevia antes muito sobre mim, mas isso é um problema. Quando estou namorando não quero expor demais a pessoa que está comigo, vou então escrevendo e depois de alguns meses, quando já passou, eu publico. Já parei de me importar com isso, pois as pessoas interpretam os meus textos como se aquilo estivesse acontecendo comigo no momento. Ás vezes eu estou ótima e as pessoas perguntam se estou triste. Escrever texto de amor faz parte do meu trabalho, mas é muito difícil o leitor separar a pessoa da escritora. Tem coisa que é minha, mas a maioria são sentimentos emprestados.

6-De onde veio a ideia de fazer as “Crônicas Digitais”?

Foi ideia de um amigo, chamado Maurinho Antunes, ele é diretor de cinema e publicidade. Eu estava fazendo o projeto do meu livro para entrar na lei de incentivo, e ele um projeto de cinema. Ele me disse que seria bacana um dia eu colocar uma atriz para interpretar os meus textos, foi quando eu escrevi o “Amar e Punk”. Mostrei para ele e logo me respondeu: vamos gravar?. Só que a gente não tinha uma atriz, e teríamos que pagar um cachê para ela. Foi quando surgiu a ideia de eu mesma interpretar os meus textos, mas como sou muito tímida, ele disse que eu iria desmaiar quando visse a câmera, pois uma câmera intimida mesmo. Marinho me disse então pra gravar e se ficasse ruim a gente esquecia o vídeo. Gravamos a crônica e ele editou, foi muito difícil interpretar, mas quando lançamos na internet ficamos muito assustados pela quantidade de acessos. Uma agência que faz propagandas para passar antes dos filmes no cinema me contratou para gravar uma versão reduzida da crônica para passar antes do Dia dos Namorados de 2011.  Foi passado no Brasil todo. Lógico que a Crônica Digital teve um milhão de criticas, gente falando do meu sotaque, da forma como eu falo, mas ao mesmo tempo teve muitos elogios e um grande retorno. Então decidimos gravar outras crônicas. Agora fizemos um projeto de lei só para as “Crônicas Digitais” e conseguimos que fosse aprovado. No momento estamos correndo atrás de patrocínio. Serão lançadas três crônicas por mês.
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7-Você utiliza muito as redes sociais. Como é o contato com o seu público?

Para quem é independente, não tem editora como eu, a internet é uma ferramenta maravilhosa, apesar de ter um milhão de frases minhas rolando pela internet com créditos para outras pessoas. Mas para divulgar o meu trabalho é muito bom. É a ferramenta que mais utilizo e vejo muito resultado. Quando lancei o “Princesa de Rua”, os meus seguidores do twitter foram os que mais compraram o livro. Tudo foi crescendo muito, antes dava para responder todo mundo, hoje é quase impossível. Fico apavorada de não conseguir responder as pessoas. Por isso, hoje eu tenho duas pessoas que me ajudam a administrar a página no facebook.

8-Por que você resolveu escrever para o público infantil? Me fale um pouco do seu novo livro?

Tem muito tempo que escrevi esse livro, foi no tempo de colégio, logo depois que meu avô faleceu, então escrevi em homenagem a ele. O livro conta a história do menino que queria ser músico, foi a época que estava começando a escrever músicas. Estava convivendo muito neste meio e o menino do livro quer um conselho do avô, ele quer saber como se abraça o mundo. O avô então diz que ele precisava descobrir o seu maior sonho e correr atrás dele. O menino do livro sou muito eu como escritora, só que coloquei em forma de músico, pois foi o meu avô que me incentivou a começar a escrever. Consegui uma editora para esse livro, mas ela queria mudar tudo para ficar comercial. Mas disse que esse livro era muito pessoal e que não poderia ser modificado, tanto que no momento estou escrevendo outro livro para essa editora. “O menino que queria abraçar o mundo” lancei pela lei de incentivo com o patrocínio da Net. É muito bom o retorno que criança te dá, eles participam mesmo, já estou com diversas idéias para esse público.
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9-Quais são os seus planos para o futuro?

Estou lançando “O menino que queria abraçar o mundo”, vou lançar a segunda edição do “Princesa de Rua”, porque todos os livros esgotaram. Para esse semestre estou escrevendo o “Amor é Punk”, que vai falar sobre esse assunto de relacionamento, das mulheres. E estou escrevendo mais um para o público adolescente, que será para a editora. Pretendo lançar um livro de frases também e o próximo infantil será para o final do ano. É muita coisa para um ano só, minha vida hoje é escrever.

E ai gostaram?

Outra entrevista que publiquei no blog foi a do Roberto Vascon (aqui).

 

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Imaginem uma pessoa fofa, linda e muito simpática, assim é Fernanda Mello. Já conhecia o seu trabalho há tempos, devido ao fanatismo da minha irmã pelo Jota Quest. Para quem não sabe Fernanda é autora de diversas músicas da banda. Uma das minhas músicas preferidas “O que também não entendo” é dela.   Adoro  suas frases […]

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21 julho 2014

photo5Na última terça-feira fui convidada pelo jornal para o lançamento do Blog Berries And Love, um novo blog de casamento. Para começar o projeto em grande estilo Marcella Lisa, a responsável pelo blog, resolveu dar uma festa de lançamento no estilo mini wedding. Ao som de jazz e comidas deliciosas, como pastel de muqueca, nunca tinha provado e adorei, a noite foi deliciosa. A decoração estava impecável, faltou só os noivos, para ser uma verdadeira festa de casamento.

Marcella é apaixonada por casamentos desde pequena, encontrou o seu príncipe na faculdade. Casaram-se em 2012, onde ela colocou em prática todos os detalhes sonhados ao longo dos anos. E agora resolveu dividir suas experiências na internet e ajudar outras meninas a realizarem o sonho de ter um casamento digno de contos de fadas como o dela.

photo4photo1 photo2 photo3 photo6 photo7A qualidade das fotos não está muito boa, foram tiradas do celular. Tudo estava tão lindo que tive que registrar como dava. O local foi o Ephigênia Bistrô, um ótimo restaurante de BH e perfeito para realizar mini weddings. Em um outro post vou falar mais detalhes sobre o lugar, pois uma amiga realizou o seu casamento no local e foi lindo.

Beijos, beijos

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Na última terça-feira fui convidada pelo jornal para o lançamento do Blog Berries And Love, um novo blog de casamento. Para começar o projeto em grande estilo Marcella Lisa, a responsável pelo blog, resolveu dar uma festa de lançamento no estilo mini wedding. Ao som de jazz e comidas deliciosas, como pastel de muqueca, nunca […]

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14 julho 2014

168046_159794814071652_3655840_nOutro dia meu chefe me chamou para conversar sobre o jornal e outras coisas. Conversa de rotina. Mas, do nada, ele pergunta: “Raíssa queria muito saber quais são os seus planos para o futuro? O que você deseja para sua carreira?” Assim, na lata, em uma conversa rotina, em um dia para lá de normal. Na hora ri sem graça – rir é minha melhor arma para situações constrangedoras- e fiz expressão de paisagem. Não tinha a mínima noção do que responder. A pergunta em si é muito profunda, e por mais que eu tenha uma vaga ideia, é complexo formular em uma resposta exata.  Na hora dei uma enrolada, falei que gostava muito do jornal- o que não é mentira- e que pretendia continuar fazendo o que eu faço. Mas entendi muito bem a pergunta dele, e era muito além da minha vaga resposta. E, com certeza, a pergunta deu uma balançada no meu psicológico. Como eu não tenho ideia do que quero? Qual o próximo passo?

 Eu sou o tipo de pessoa que vai deixando a vida levar, mas entendo que planejar é preciso. Acho que sou assim devido aos planos que já fiz e que todos saíram contrários ao meu desejo. É a vida com suas surpresinhas. Quando formei, não imaginava nunca trabalhar em um jornal impresso, quando via uma vaga para essa área, confesso que nem mandava meu currículo. O receio veio de um professor da faculdade, que nunca gostou dos meus textos. E mesmo gostando de escrever, deixei que a opinião dele me apagasse. Outro motivo foi que todos os meus estágios foram na área da televisão, era o que eu dominava na profissão. Formei com o desejo de trabalhar como repórter de Tv, mas como o mercado é fechado e as vagas são limitadíssimas, não consegui meu lugar ao sol. Então veio a vida me oferecendo um emprego em um jornal impresso, e ainda para o cargo de editora. Isso não estava nos meus planos. NUNCA mesmo. A parti daí, comecei a acreditar e confiar no destino, mas claro, sempre fazendo a  nossa parte. E essa tal “nossa parte” que entra no planejamento.

Não foi planejado, mas quando fui contratada para o cargo estava fazendo um curso de português, para aprimorar o meu conhecimento, e uma pós-graduação. E, com certeza, esses dois itens contaram a meu favor.  Então é necessário sim, pensar em novos passos. Não tem aquela frase famosa: “A oportunidade bate a porta uma única vez e você tem que estar preparado”. Não sei se  a frase é bem assim, mas o que vale é  ideia. rs
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Pesquisando sobre esse assunto encontrei algumas dicas interessantes. Uma matéria da revista Exame apresenta dez perguntas que você pode fazer a si mesmo na hora de planejar uma carreira. Olha só:

1- Eu faço o que gosto?
2-Quais meus pontos fortes e fracos e qual o impacto deles na minha vida profissional até agora?
3-Aonde eu quero chegar? ( Ixii a pergunta que não soube responder rs)
4-Qual a natureza das atividades que quero desempenhar?
5-Como quero dividir meu tempo entre minhas atividades profissionais e minha vida pessoal?
6-Como me imagino financeiramente?
7- Em qual tipo de ambiente quero trabalhar?
8-Estou atualizado com as demandas atuais da atividade que quero desempenhar?
9- Quais as ferramentas necessárias para atingir meu objetivo?
10- Como posso usar o networking a favor do meu objetivo?

Se você conseguir responder a essas perguntas já vai ter uma boa base de onde quer chegar. E eu fico por aqui, pensando na minha vidinha. rs

beijos, beijos

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Outro dia meu chefe me chamou para conversar sobre o jornal e outras coisas. Conversa de rotina. Mas, do nada, ele pergunta: “Raíssa queria muito saber quais são os seus planos para o futuro? O que você deseja para sua carreira?” Assim, na lata, em uma conversa rotina, em um dia para lá de normal. […]

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